Sabado, 16 de DEZEMBRO de 2017

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opinião

Meus cachos, teus cachos. Nossa identidade.

por Tainá Rios | Publicada em 20/11/2017 às 12h14| Atualizada em 23/11/2017 às 08h44

Na semana do dia 15 de novembro, mulheres e homens marcaram presença na Marcha do Orgulho Crespos. O evento é organizado desde 2015 em diversas capitais do país. Mas qual a necessidade de falarmos sobre esse assunto? Representatividade. Segundo os organizadores, o objetivo do movimento é fortalecer a identidade e a autoestima dos cacheados e incentivar a livre expressão individual.

Eu sou branca, da pele muita clara, mas me sinto representada pelo discurso da Marcha do Orgulho Crespo. Herdei do meu pai cabelo volumoso e cachos definidos. Quando criança recebia vários elogios a respeito do formato do meu cabelo, mas eles não duraram muito tempo. Da expressão “parece um anjinho” mudou para “e tu consegue passar um pente ai?”. As representações de mulheres com cabelos crespos na mídia e no meu cotidiano foram diminuindo. Os cabelos hidratados, os cortes de cabelos mais ousados nas páginas das revistas dos salões de beleza eram lisos, lisíssimos! As propagandas dos “milagres” da progressiva eram encantadores. A influência foi tão grande que eu decidi fazer o tão sonhado alisamento.

Depois de um dia inteiro no salão de beleza, várias lágrimas devido ao cheiro forte dos produtos, eu estava com os cabelos “da moda”. Que felicidade! Um cabelo liso eternamente. Porém, o fim não foi tão contente assim. A oleosidade tomou conta do meu coro cabeludo. A necessidade de lavar os cabelos todos os dias começava a me irritar. Não havia outra possibilidade de penteado: apenas liso. Virei escrava da chapinha, da escova e do secador. Haja ar condicionado para ajustar aqueles fios! Os cabelos “perfeitos” duraram sete anos.

Meu organismo desenvolveu uma alergia a todos os produtos químicos. Definitivamente era o momento de cuidar da minha saúde. Larguei as progressivas a raiz do meu cabelo nascer naturalmente. Que tristeza! Eu havia estragado o meu cabelo no sonho de uma beleza universal. Ele estava seco, sem definição e sem vida. Nada reagia bem se não fosse uma boa chapinha. Decidi enfrentar esse desafio e encarar o meu cabelo em transformação.

Cortava o cabelo quase todos os meses e fazia hidratação todas as semanas. Depois de um ano, meu cabelo está recuperado, mas sem cachos definidos. Descobri que podemos modificar o DNA do nosso coro cabeludo com a quantidade exagerada de formol ou qualquer outro produto químico.

Agora eu tenho apenas umas ondulações nas pontas dos meus cabelos.
Agora eu lavo o meu cabelo duas vezes na semana.
Agora eu tenho cabelos saudáveis.
Agora eu me identifico com o meu reflexo do espelho.

Agora você precisa pensar bem antes de qualquer modificação no seu corpo. Se olhe no espelho e encontra a sua beleza! Seja com cabelos lisos, loiros, vermelhos, verdes, grisalhos ou crespos. Preserve o seu cabelo natural.

 

 

 

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