Domingo, 25 de AGOSTO de 2019

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coluna da ana

Depois do jantar

por | Publicada em 13/03/2019 às 15h26

O que sobraria daquela noite? Uma forte lembrançça de outros tempos? Uma dor de cabeça? Ou a sensação de que o belo e o prazer caminham juntos? A mesa colocada abaixo do lustre de cristal, o aroma do cafezinho e a pêra caramelada servida na sobremesa,eram mais que inesquecíveis. Eram apoteóticos. Imortalizaram-se naquela noite de violinos.E de uma lua crescente acenando em curvas para os convidados.

Durante o jantar, discussões inúteis. Árvores genealógicas sendo desvendadas. Como sempre, egoísmo e luxúria, nas entrelinhas. Alguém falou que seus antepassados eram pura aristocracia. Se orgulhava disto. Enquanto o garçom, atônito,servia. Nos pratos, filé ao molho de champinhons, arroz branco  e espinafre. Um guardanapo voou da mesa. Espanto! Nenhum vento existia. Seria eletromagnetismo?

O cheiro do perfume amadeirado sofisticava o ambiente. Vinha de uma moça morena,de olhos esverdeados, falante e atrevida. Inquiria os presentes sem pudor com perguntas inoportunas. Por esta razão, se tornou a "chata da noite". Estava só. Acompanhada unicamente pelo seu prazeroso e quente perfume francês.E suas perguntas um tanto cretinas.

O salão estava lotado. Presentes as principais autoridades empresariais e políticas da cidade. E ainda convidados de outros estados. Tais como, empreendedores e jornalistas. Todos elogiaram a comida. Todos saborearam o vinho espanhol servido com maestria, na certeza de grandes brindes.Senhores divertidos embebedavam-se. Senhoras educadas degustavam pequenos goles.

Na mesa central junto às autoridades sentou-se uma filósofa.Dessas moças modernas,empoderadas. Trajava um "tailler" anos 60, azul marinho.Na boca um batom vermelho, que pouco a pouco se dissolvia. No final do jantar, exigiu um retoque emergencial.E a boca voltou a ficar vermelha.

Em casa, depois do jantar,Telma filosofou. "Tanta gente.Tanta vida.Tantos brasileiros".O jantar foi intenso e surpreendente. Apesar das ignomias faladas abertamente por alguns.Matematicamente ela balbuciou:"Gosto da solução do problema, não de sua raiz ". Num pré-sono, já em casa e passando das duas da manhã, ela concluíu: "A meta seria repensar a vida. Talvez começando pelo pecado da gula. Prazer do estômago? Que coisa mais absurda! Saciada, como animal, foi dormir. Filosofando!

Tainá Rios

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