Quarta-feira, 21 de AGOSTO de 2019

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de malas prontas

Se essa rua fosse minha!

por Luciano Del Sent | Publicada em 11/04/2019 às 13h56| Atualizada em 12/04/2019 às 23h03

Multicultural, promotora do intercâmbio acadêmico e mantenedora da história. A cidade do Porto, à primeira vista, mostra-nos um ar de classe e criatividade, a partir dos artistas de rua, das feiras de artes e da exploração dos clássicos elétricos — conhecidos por nós como os bondinhos. Contudo, nesse artigo, quero revelar que o charme da bela cidade portuense vai muito além dos elétricos da Sociedade de Transportes Colectivos do Porto (STCP), datados de 1872. Hoje é o dia de conhecermos o sinônimo de cultura e diversidade que divide a zona boêmia e a turística do Porto: a rua de Cedofeita.

Nessa via, construída em 1784 por Dom João de Almada e Melo, considerado um dos responsáveis pela modernização da cidade do Porto no século XVIII, shows e interpretações artísticas sobram. De paralelepípedo preto e branco, e onde o comércio se mistura com os prédios residenciais, a rua de Cedofeita tem semelhanças com a rua dos Andradas — conhecida popularmente pelos porto-alegrenses como a rua da Praia. Com o objetivo de ajudá-los a se ambientarem, vou mostrar alguns detalhes da rua de Cedofeita.
 


Bastava caminhar para perceber que a rua portuense era palco de atrações artísticas de todos os gostos. Além disso, nela passavam muitos estudantes portugueses e intercambistas de diversos países, visto que, ao final da rua de Cedofeita, indo em direção ao Rio Douro, estava localizada a Reitoria da Universidade do Porto (UP), bem ao lado de uma estação dos supracitados elétricos portuenses.

Beleza! basta de suspense. Já que citei ele novamente, vou te deixar ver um spoiler gostoso do nosso velhinho. Sente só a imponência e o estilo do centenário elétrico que percorre o trajeto da Reitoria do Porto.
 


O aroma das padarias portuguesas também é algo a ser destacado. Poder caminhar com calma pela Cedofeita é uma experiência sensorial. Você pode — e deve — entrar nas padarias da região para encomendar aquele pastel de nata caprichado acompanhado de uma meia de leite — nome português para o café com leite.



Há também os famosos cacetinhos. Os portugueses, assim como nós, gaúchos, chamam o pão francês de cacetinho, logo, perceba que existem semelhanças em muitos aspectos entre o povo português e o gaúcho.

Outra curiosidade são os pastéis de nata, mais conhecidos pelo mundo como pastéis de belém. O curioso é que existe um único lugar que pode fabricar e vender os pastéis de belém, mantendo esse nome.

A Pastelaria Belém, situada no bairro de Belém, em Lisboa, produz desde 1837 essa iguaria, seguindo a receita produzida no Mosteiro dos Jerônimos, no início do século XIX. Fica a dica de parada obrigatória para quem estiver a visitar a capital portuguesa.



A Torre dos Clérigos, a Reitoria da UP, a Fonte dos Leões, os bondes elétricos e a igreja do Carmo. Revisitar a lembrança da rua de Cedofeita é particularmente especial para mim, pois nela, dei meus primeiros passos na cidade do Porto, indo a conhecer lugares especiais como os citados acima. Lá também encontrei — e reencontrei— muitos amigos de faculdade e de mobilidade acadêmica. Sem dúvidas, essa é uma via que levará você às maravilhas da região central da cidade, conhecida como a Baixa do Porto. Ahhh! Se essa rua fosse minha!

 

Tainá Rios

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