Sexta-feira, 18 de OUTUBRO de 2019

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coluna do prof. bruno

O skate não é só manobras

por Bruno Oliveira | Publicada em 26/04/2019 às 12h50| Atualizada em 02/05/2019 às 12h06

Na última viagem, o Professro Bruno viajou para o estado de Santa Caratina. Entre as belas paisagens das praias catarinenses conheceu o projeto Skate Ensina do Balneário Camboriú, o catarina gente boa Ramon, o pequeno Gabriel e a importancia da inclusão social no esporte. 

Vem conferir!

O encontro com Ramon
Foram 11h cansativas de viagem, uma ansiedade para chegar logo e conhecer todo o pessoal e a cidade. Chegando por volta das 23h, Ramon (presidente da associação) me encontrou na rodoviária. Primeiro encontro que tinha com ele, após muita conversa pelas redes sociais. Foi a hora de se conhecer, troca de ideias, muito respeito e admiração por cada trabalho. Realmente, tenho descoberto o quão importante é ouvir as pessoas, temos muito a aprender!



Com toda a ansiedade, fomos pela noite conhecer a skate park, onde acontece a aula. Chovia, mas as ideias iam a mil. Chegando sábado, achei muito bacana a rotina de café da manhã do Ramon: fortalecemos o corpo antes de fortalecer as crianças, algo que aprendi e quero levar a diante. Chegando à pistinha, vejo uma menina andando de bike, vindo de outra cidade em meio a pingos de chuva, com um desejo tão forte de andar de skate. Aquilo já me fez refletir muitas coisas a respeito. O tempo foi abrindo, criançada chegando, os pais presentes, começando a primeira aula e eu via em cada rosto um olhar diferente, um sorriso diferente. Era como se o novo estava chegando até eles e todos ali, bem próximos.

Brincamos, corremos e mostrei que o skate é realmente uma brincadeira, uma união de vida. Pude ver em meio às brincadeiras, pais se motivando com seus filhos no local, felizes e entendendo realmente que é necessário aquilo para eles.

Atendi duas meninas que eram novas e tive a alegria de mostrar o tamanho da inclusão do skate, como elas se sentirem felizes de estar ali, evoluindo, persistindo, de estar fazendo o que ensinei e de longe me olhando e eu parabenizar. Da mesma forma, os trigêmeos que atendi. Todos têm desejo de aprender manobras, e por serem novos ali, com pai na arquibancada, ensinei uma manobra chamada Bonelles e eles se alegravam demais. Depois mostrando pro pai o que tinham aprendido.



Pude conversar com pais pessoalmente, consegui mostrar os valores que queremos passar, ao ponto de uma mãe se emocionar e expor nas redes sociais a valorização do skate e toda confiança que ela passa. Comecei a andar com a galera, conhecendo os obstáculos, na maior vibe com as crianças, elas felizes querendo fazer um Back to Back. Através das manobras, consegui mostrar a inclusão daquele que andam por vida de atleta, construindo com eles carinho e respeito.

Por fim, filmamos algumas manobras, vendo o quão lindo é o skate, a técnica e tudo o que Deus fez por nós. Encerrando com um discurso, onde pude ter alegria de motivar pais, crianças e jovens com minha história, que vai se completando com essas viagens. O final foi com palmas, abraços e fotos, todo carinho do povo que amei muito antes de chegar.

O skate e as manobras da vida
Largando todo mundo em casa, com maior cuidado, os pais do Gabriel nos convidam para entrar, ideias bacana, pessoal maravilhoso e acolhedor! Ali entendi o quão necessário é a base familiar, uma família em cima do filho, me encantava a confiança que tinha no Ramon, pelo o que ele fazia pelo skate e o Gabriel! Também a mim, pela história ouvida, que me fez refletir que cada ser humano é confiado por suas obras. Ali tivemos uma inclusão familiar, mostrando a força da família junto ao esporte!

Indo para casa cansado, mas feliz, tivemos uma tarde onde aprendi realmente como pudemos ajudar ao próximo, que tudo depende desforço. Aprendi com Ramon, que ajudava 3 jovens a viver do seu sonho, a construir o caminho. Ficamos 5 horas ali, comendo marmita, rindo e brincando, passando experiência, mas focado no trabalho que eles precisavam.

Por dentro do Skate Ensina em Balneário Camboriú
A inclusão do skate acontece em qualquer lugar e horário, apenas precisamos nos abrir o nosso coração pro próximo. Tenho visto que quando vivemos a inclusão, as coisas acontecem melhor, pois após todo o processo de trabalho deles, focamos em andar de skate, mas o tempo virava, e chovia, mas o desejo forte de estarmos mais juntos no role com os amigos foi maior e fomos andar pelo Balneário Camboriú, cidade próxima, numa quadrinha. Ali aprendi que o nível do skate existe, mas todos no mesmo patamar como pessoa!

Descobri que as motivações são essenciais. Precisamos de um pastor em nossas vidas. Um dos três era o Gabrielzinho, menino legal e cheio de vontade de andar de skate. Pude conversar muito com ele, passar ideias que ja vivi e, ele ansioso adquiriu e lhe ajudou muito, não só no skate, mas na mente. Terminamos na noite, na maior inclusão, lanchando com toda a galera, comendo um xis Egle e relembrando tudo o que passamos, fizemos e vimos. Realmente foi um dia inesquecível para todos, mostrando que o skate não é só manobras, mas união e amor.

Último dia, para dar tchau



Às 7h da manhã acordamos dolorido, cheio de dor do role, mas empolgados! Tomamos aquele café que aprendi: banana com ovo! Depois olhamos as fotos que fizemos na aula, relembrando quão da hora foi e fomos pegar uma praia!

Nessa viagem, o que mais aprendi foi a ouvir, e aprender! Ramon, é um cara ativo, fala bastante e tem história pra contar, experiência e vivência. Caminhando na praia às 7h30min e relembrando sempre tudo o que foi feito, conhecendo lugares demais por volta da praia, muitas fotos. Até que paramos e fizemos um alongamento, que surgiu do nada e ensinou que muitas vezes na vida temos que parar, e nos fortalecer para continuar!

Saindo da praia, tomamos um açaí, trocando ideia do skate, um banho, uma carona, um abraço e partiu Viamão!

Tainá Rios

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