Sexta-feira, 13 de DEZEMBRO de 2019

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coluna da ana

A revolta

por Ana D Ávila | Publicada em 03/05/2019 às 13h17| Atualizada em 06/05/2019 às 09h08

Pelas ruas daquela cidade da América do Sul corria uma menina em desespero. Júlia, era seu nome. Em casa, a mãe aflita, a esperava. Na televisão só notícias trágicas. Um único canal estava no ar.As demais estações foram censuradas. Neste canal oficial a notícia era tendenciosa. Não contava a verdade. Era manipulada.

Que triste País sem notícias reais de suas ruas! Que atraso impedir a Imprensa  isenta de trabalhar! Que absurdo o povo ser impedido de saber o que acontecia! Em meio à fumaça do gás lacrimogêneo as crianças saíam da escola.Usavam máscaras de proteção. A revolta começará.

Nas ruas inquietações, correrias e gente desnorteada. Algumas caíam no chão. Aturdidas com os acontecimentos.Que espécie de humanidade corre nas veias de um ditador? Que psicose é esta, que faz as crianças tremerem de medo ao sair da escola? Obter conhecimentos,escrever e ler não é o melhor caminho?  Por quê atrasá-las? Por quê amedrontá-las?

O mundo se comovia com as notícias que chegavam. Não eram nada agradáveis. Grupos antagônicos faziam a cidade estremecer. Nas farmácia e, devido a iminente revolução,medicamentos sumiam das prateleiras.Nos super-mercados a comida já era escassa. 

A mãe de Júlia, agora preocupava-se com o sumiço da menina e também com a sobrevivência.Olhava o espelho e sentia-se sozinha. Nervosa, pensava na filha e no marido,que compactuava ideias socialistas e apoiava o ditador. Entre agitadores e baderneiros, entregava panfletos para os transeuntes. Ela entretanto, tinha ideias conservadoras. Rezava e era temente à Deus. O marido era ateu e infeliz. Nunca rezava. Sua bíblia era um livro do filósofo Karl Marx.

Às 20h45 pára um carro em frente à casa de Júlia. Um casal, ao ver a menina perdida e chorando na rua enfumaçada, tenta ajudá-la a encontrar seus pais.Com o endêreço quase desencontrado acabam chegando à uma viela escura e acontece o bom sinal.O casal encontra a casa da menina.Entre lágrimas, a mãe a recebe num caloroso abraço.

Agradece ao casal. E deseja que a revolta do povo sofrido passe logo. Júlia, de grandes olhos castanhos, morena e de tranças compridas, não entendia o que realmente se passava. Enquanto o ditador sequer pensava nos traumas que causava às crianças. No seu megalomaníaco desejo de poder e arrogância. Jantando especiarias numa mesa farta desprezava a fome da cidade. Fome de tudo. Informação,saber e comida. Pobre País revolto! Pobre população sofrida da América do Sul. 

Tainá Rios

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