Quinta-feira, 14 de NOVEMBRO de 2019

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coluna do Ferrari

Guto é ou não é o candidato? Pompeo de Mattos responde

por Vinicius Ferrari | Publicada em 28/07/2019 às 22h15| Atualizada em 02/08/2019 às 10h08

Você sabe quando um colunista de política sabe quando seu texto foi lido e repercutido pela cidade? Quando antes mesmo de ir para o Facebook e para a linha de transmissão no Whatsapp ele já está na boca miúda dos bastidores da política viamonense. Foi isso que aconteceu com o último texto desta coluna, onde publiquei o resultado de uma entrevista que fiz com o presidente do PDT de Viamão, o advogado Alexandre Godoy.

Para quem caiu de paraquedas neste texto e não está entendendo nada do que estou falando, no começo do mês saiu nas redes sociais e em alguns jornais de Viamão que o novo presidente do PDT não estava confortável com as conversas de que Guto Lopes seria o candidato do partido a prefeito no ano que vem, em uma ampla aliança da esquerda, como já disse, parafraseando os mdbistas, com o PT, com tudo. É claro que se a ideia é, se tratando dos governos de direita, delimitar tudo como está e estancar o resultado das urnas conquistados em 2012 e 2016 pelo PSDB, seria preciso de um nome da esquerda forte o suficiente para ser esse candidato, e é claro, em uma legenda que fosse competitiva. Foi aí que Guto Lopes começou a cogitar a troca do PSOL pelo PDT, partido que já governou a cidade nos saudosos tempos de Tapir Rocha. 

Sobre o assunto, a coluna ouviu três peças chaves dessa história: o vereador Rodrigo Pox, único vereador, por enquanto, filiado ao PDT em Viamão, o vereador Guto Lopes, pivô da briga entre pedetistas e o presidente da legenda no Rio Grande do Sul, o Deputado Federal Pompeo de Mattos. 

 

Comecemos com Guto, que ao Diário declarou que:

- As disputas internas partidárias são normais. Não posso comentar sobre as questões internas do PDT, pois não sou filiado ao partido. Fui convidado pelo presidente Pompeo de Mattos e pelo presidente de honra do PDT de Viamão, Leonel Rocha (filho do grande Tapir) a ingressar no partido, o que me deixou honrado. É de conhecimento público que tenho trabalhado incessantemente para construir uma Frente Ampla afim de derrotar a dupla Bonatto e André Pacheco: que afundaram nossa cidade. E, esse movimento tem criado corpo, pois estamos dialogando  não só com partidos, mas com lideranças comunitárias, entidades representativas e todos aqueles que querem uma renovação. Os defensores da velha política do tomá-la-dá-cá estão assustados e partem para um ataque infundado. Eles têm medo do novo. O tempo dessa gente passou. Viamão exige um novo tempo, sem as velhas práticas que estão no poder e enfiaram nossa cidade na situação atual.

Já o vereador Rodrigo Pox, se manifestou através de nota no Facebook, onde explicou sua versão da desavença.

- O PDT está sendo alvo constante de ataques da Velha e carcomida política viamonense, e vindo dessa gente isso nos deixa feliz, pois sabemos que estamos vivos e muita gente tem receio do nosso potencial, da história de nosso partido e dos quadros que estão construindo o PDT em Viamão. Vamos retornar à prefeitura para devolvê-la ao povo de Viamão. O PDT tem história e tem legado. Tapir Rocha está mais atual do que nunca - disse, além de apontar o presidente Pompeo de Mattos como o único porta-voz do partido no município.

Para piorar o quadro, descobrimos que desde que foi eleita, a chapa que leva Godoy como presidente ainda não foi homologada pelo diretório estadual. Por quê? Justamente por essas desavenças. O deputado federal Pompeo de Mattos decidiu intervir no diretório municipal.

- Não fui eu quem escolheu Guto como candidato e Godoy presidente do partido. Essa é uma construção que o diretório municipal vem construindo a muito tempo, e eu apenas concordei com tudo o que me foi colocado. Decidimos que essa seria a composição: Guto candidato a prefeito e Godoy como presidente do partido e eu sou o fiador desse acordo, por isso ainda não homologuei a escola de Godoy. Nos próximos dias quero sentar com todos eles de novo para entender o que é que aconteceu desde a nossa última conversa - disse o presidente estadual por telefone para a coluna, em uma ligação que, pasmem, durou 12 minutos e alguns segundos. 

O estranhamento de Pompeo com a história é comum a todos os que conhecem um pouquinho da política viamonense: Guto e Godoy eram uma dupla quase inseparável quando nenhum deles tinha mandato no governo Bonatto, mas eram vistos com mais frequência nas sessões que muito vereador. 

O que aconteceu de lá pra cá com a amizade ou companheirismo dos dois não se sabe. O que Pompeo deixou claro é que o PDT não irá embarcar no Governo Pacheco ao apagar das luzes.

- Essa possibilidade realmente não existe - disse.

Pelo menos nisso, Godoy também concorda. Perguntado o que acontece com a chapa eleita aqui no município caso o presidente municipal continue desconsiderando Guto como candidato e aventando uma outra candidatura pelo PDT o presidente estadual desconversa:

- Eu não posso responder sobre hipóteses, mas tenho certeza que sentando com o Godoy e Pox vamos resolver essa situação e ajustar os ponteiros. Vamos voltar a falar todos a mesma língua. 

Tainá Rios

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