Quarta-feira, 13 de NOVEMBRO de 2019

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coluna do Ferrari

500 cobradores demitidos? Muito bombeiro para pouco fogo

por Vinicius Ferrari | Publicada em 16/09/2019 às 20h37| Atualizada em 24/09/2019 às 13h55

- Mas nem temos 500 cobradores - disse a bem humorada fonte na Empresa Viamão, quando a redação questionou sobre o zumzumzum de que a empresa estaria preparando a demissão de 500 cobradores do seu quadro de funcionários. 

Vamos desde o início: alguém foi até a Câmara e bateu o fio para os vereadores de oposição sobre essa tal demissão em massa. Os vereadores fizeram até um projeto de lei, proibindo que o cobrador acumule as duas funções. O boato inspirou outros vereadores a criar novos projetos de lei sobre transporte público, como o PL 154/2019 que obriga as empresas de ônibus a colocarem cortinas nas janelas dos coletivos. A justificativa do vereador Katofa é a seguinte "Os usuários que fazem utilização dos meios de transporte público ficam o trajeto inteiro sendo atingidos por raios solares, causando queimaduras e exposição desnecessária ao sol." O vereador Jessé também entregou o seu projeto, instituindo o seviço de mototáxi no município.

- O processo de retirada dos cobradores tem, ao longo dos anos, seguido um fluxo natural. Ou seja os cobradores que vão sendo promovidos ou que se desligam, por vezes não se contrata outra pessoa.
Apenas linhas de baixa demanda operam sem cobrador e a verdade é que não há previsão nenhuma de demissão - disse nossa fonte. 

Lembrando que as leis criadas pelos vereadores só poderá ser aplicada nas linhas municipais, os ônibus brancos com azul (ex-amarelinhos), já que vereador não pode legislar sobre o sistema intermunicipal de transporte coletivo, os azuis. Não é de hoje que a empresa opera sem cobrador em algumas linhas e é claro, nas linhas executiva e seletiva, que desde sua criação nunca tiveram cobradores.

VIAMÃO NÃO É CASO ISOLADO

A discussão sobre a necessidade ou não de cobradores nas linhas de ônibus não é nova, e muito menos exclusividade de Viamão. Com o aumento considerável no uso de cartões passagem, a figura do cobrador acaba sendo questionada em muitas cidades brasileiras. O que os vereadores defendem em seu projeto de lei é que o cobrador é mais que um, com o perdão da redundância, cobrador de passagem. Ele auxilia o motorista nas atividades da linha, como dar informações aos passageiros e operar a rampa de acesso dos cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida. 

Se vão trocar o nome do cobrador ou encontrar novas funções para essa figura, é uma discussão que se precisa fazer, mas pelo o que parece, todo mundo acreditou na mais antiga praga do meio corporativo: o zumzumzum das informações desencontradas. 

 

Tainá Rios

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