Domingo, 08 de DEZEMBRO de 2019

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coluna da ana

Alienada pero no mucho

por Ana D ávila | Publicada em 11/11/2019 às 23h29| Atualizada em 20/11/2019 às 14h07

Em briga política eu fico com a vassoura. Talvez, estilo Janio
Quadros. Mas a coisa no Brasil está bem difícil de equacionar.
Recordo meu conteúdo político. Ou não! Na infância lá em casa,
ninguém debatia política. Vivíamos com amor e espiritualidade.
Só isto. Meu pai era o mais ousado. Amou Brizola e Getúlio
Vargas. Mas era só isto. Não se excedia. E me ensinou a ser “paz
e amor”pela vida.
Eu amava o Jornalismo. Mas os jornalistas, embora
neguem,precisam ter opinião política.Optei por cursar jornalismo
na PUC, na Faculdade dos Meios de Comunicação Social
(Famecos),onde me formei em 1978. Mas eu levava comigo a
paz e o amor que impregnou meu ser e alma lá na minha
infância.Jornalistas brigam.Eu não brigava. Entrei para a Famecos
para escrever. Textos leves e muita poesia.Divorciando-me
eternamente de política.
Via meus colegas empenharem-se em posições políticas. Eu
completamente alienada. Por vontade própria. Nos primeiros
anos universitários, eu sabia muito bem o que se passava nos
bastidores políticos brasileiros. Mas eu excluía estas ideias.
Queria escrever poesia. Falar de amor. E todos se escabelando
em cima de percepções políticas. Enquanto liam Lenin,Che
Guevara e Trotsky. Eu lia a beleza dos versos de Edgar Alan
Poe,Fernando Pessoa e Olavo Bilac.
Hoje tenho notícias de minhas colegas universitárias que
acreditavam que era preciso brigar pela política. Acho que não
compactuei disto. Elas estão de cabelos brancos como eu. Mas
estão mais infelizes. Porque acreditaram em homens que

resolveriam os problemas brasileiros. Não vou dizer que não
vão.Podem até resolver. Mas na globalidade isto é muito difícil.
Se as ideias socialistas que campeiam hoje na América Latina se
concretizarem unindo povos e fazendo-os amar e poetar, eu
aprovo.Do contrário continuarei feliz com meus versitos. Embora
saiba que em 1971, um poeta comunista chamado Pablo Neruda,
ganhou o Prêmio Nobel de Literatura. Era chileno. (Ana D´Avila)

Tainá Rios

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