Domingo, 08 de DEZEMBRO de 2019

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coluna do gustavo

O segredo é não se irritar

por Gustavo Guedes | Publicada em 20/11/2019 às 14h07| Atualizada em 25/11/2019 às 13h58

Das dezenas, talvez centenas de pessoas com quem tive o prazer de conviver de forma mais frequente, pude perceber que, quando em situações onde precisam tomar uma decisão, a maioria pode ser dividida entre as que decidem com base na razão e as que decidem com base na emoção. Para aquelas movidas pelo sentimento, o certo é quem sente mais. O indivíduo com mais raiva ou mais desesperado ou mais assustado terá preferência. Já para os movidos puramente pela racionalidade, não interessa o que se está sentindo, porque para estes, o certo é o certo e terá prioridade quem chamou/chegou primeiro.

Mas não me julgue convencido a ponto de achar que conheço muito bem os outros, porque essa minha classificação exige tempo para se concretizar, e não só na convivência tranquila, mas também nos momentos de conflito. Além disso, depois de enfrentar situações em conjunto, não é tão complicado assim identificar algumas características. E mesmo assim basta uma atitude diferente da que eu esperava para meu (pré)conceito mudar. 

Enfim.

Gosto de pensar que estas características podem se somar, permitindo que pessoas com ideais diferentes consigam unir forças e conhecimento para atingir um objetivo. Também considero mais inteligentes aqueles capazes de mesclar essas qualidades, sabendo distinguir o melhor momento de se valer da razão ou da emoção para tomar a decisão mais adequada. Saber quando deve ser feito algo baseado no que é certo e quando deve ser feito algo baseado no sentimento é uma qualidade rara de pessoas com grande inteligência emocional e bastante experiência.

Essa minoria é inspiradora para mim, inclusive me passa confiança sobre a possibilidade de algum dia eu saber melhor como agir diante dos desafios que a vida poderá impor.

Além destas pessoas, há um outro tipo que também tem a sua própria balança sobre como devem agir, mas estas – ao contrário das que me inspiram porque usam seu conhecimento para decidir de forma adequada – valem-se apenas do que for melhor para elas no momento para escolher se vão usar da razão ou da emoção quando encaram um problema. Elas variam entre sentimentais e racionais conforme a sua convicção naquele instante, sempre buscando o benefício próprio. Isso me irrita. Eu sempre fui e serei a favor das pessoas serem autênticas e terem a sua opinião, podendo explorar e expor a sua individualidade, mas deve haver um mínimo de constância nessa noção. Se a noção varia conforme o que for melhor naquela hora, perde-se credibilidade.

Quem não é autêntico o suficiente para ser minimamente constante e pensa somente no que é melhor para si, faz uma promessa com a mesma facilidade que encontra uma desculpa para não cumprí-la. Além disso, quando sua noção metamórfica é confrontada, como não tem argumento para embasar um posicionamento que se altera ao seu bel-prazer, fala e fala por horas sem dizer nada com nada, cheio de certeza sobre como os outros deveriam se comportar. Já tive o prazer momentâneo de mandar um “cala a boca” para algumas delas. Momentâneo porque foi uma atitude desencadeada pela irritação, cujo resultado ao longo prazo nunca é positivo. O certo mesmo seria eu não ter me irritado, porque o segredo é não se irritar. Considero que se eu me irrito, eu estou errado. Minha motivação para mandar a pessoa calar-se era deixar claro que a achava uma idiota. Ou pelo menos que seus argumentos eram, mas isso só faz de mim um idiota, porque não adianta mostrar para esse tipo de gente o que elas são. É pura perda de tempo e energia. Até porque não vão concordar mesmo.

A melhor forma de lidar com pessoas diferentes de nós – todas, portanto – e que tem grande possibilidade de nos irritar (algumas), é valendo-se da qualidade compartilhada entre os mais inteligentes e experientes, não se deixando levar pela emoção a ponto de se irritar e utilizando sua capacidade intelectual para identificar promessas vazias e explicações sem fundamento. Procurando a melhor forma de evitar conflitos, sem dar ouvidos quando estão nos dizendo como deveríamos agir e, principalmente, deixando que elas descubram que são idiotas sozinhas.

Tainá Rios

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