Domingo, 22 de OUTUBRO de 2017

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Facebook

opinião

Namoro Virtual

Publicada em 23/06/2017 às 10h24| Atualizada em 23/06/2017 às 10h28

Participar das redes sociais sem receber um pedido de namoro é coisa rara. A rede criada por Mark Zuckerberg teve justamente este foco na sua criação. Os guris da Universidade de Harvard queriam namorar. E Mark para resolver o problema, de uma maneira inteligente, inventou o FaceBook. Hoje a rede é pipocada mundialmente por uma  diversidade de pessoas e enciclopédicos assuntos. Mas continua, com o propósito do seu criador: interferir e criar relacionamentos. Estrangeiros correndo atrás de brasileiras é bem comum.

Teresa Helena frequentava uma dessas redes. Até que foi nocauteada por um pedido de relacionamento sério vindo de longe. Lá da Ásia. Ela morava no Rio de Janeiro, a ex-capital do Brasil. Postava imagens e textos bem leves. Sobre sua família, futebol e amenidades. Mas depois de conhecer este novo amigo, começou a entender de guerras e conflitos bélicos. Sabendo com exatidão onde crianças passavam fome e muitos dramas humanos. Como o pessoal que pacifica o terrorismo pelo Planeta. Enfim, se tornou uma cidadã do mundo. Capaz de entender muito mais  que  o conhecimento que tinha.

No final de maio, surgiu sem convite, em sua página no Facebook, um homem bem intrigante. Falando português pelo tradutor ele foi postando coisas que bateram no coração de Teresa Helena. À princípio ela não deu muito espaço para o novo amigo virtual. Mas ele insistia. Queria casar com uma brasileira, porque segundo ele, não aguentava mais viver sozinho, desde que sua esposa faleceu em Nova Jersey nos Estados Unidos. Teresa Helena se comoveu com a estória. Mas não podia fazer nada. Não era Deus.

Extrapolando qualquer intimidade o adicionado amigo foi contando sua vida, seus medos e tragédias. Na sua foto do perfil até que era bonitinho, mas quando iniciava um texto, só falava de desgraças, embora seus emojis fossem bem delicados. Outra vez, Teresa Helena se comovia. Já estava gostando do que lia. Primeiro por curiosidade, depois por pena, da criatura. Que ela nem sabia se era real ou algum fake. Desses criados por adolescentes sem ocupação na vida.

Numa noite fria para o Rio de Janeiro, ela nem foi se reunir com amigos no Barzinho de Ipanema. Foi direto para o computador. Onde o dito namorado, a esperava num espaço secreto para dedilhar sua paixão por ela. Por que eu? indagava ela. E ele: “porque vi pelo Face, que és bondosa, espiritualizada e de bem com a vida. É a mulher que preciso”. Como se mulher fosse coisa que se encontrasse na fruteira. Ou na lista do supermercado.Teresa Helena não tinha ninguém em sua vida. Mas não poderia de uma hora para outra, acreditar numa declaração amorosa de homem virtual.

Seus dedinhos tremiam quando ela acionou a tecla “delete”, mandando o instigante amigo estrangeiro para o espaço. Para onde deve ir, aqueles que não tem nada para fazer e usam seu tempo para confundir as pessoas. “Tempos bicudos”, citava o poeta Mário Quintana. Estes que vive-se agora com as famosas e intrigantes redes sociais.

 

 

Últimas Ana D Ávila

Paginas: [1] 2 Próxima »
Administrativo/comercial
51 3046-6114 - Ramal: 200
Redação
51 3046-6114 - Ramal: 202

redacao@diariodeviamao.com.br

Vinicius Ferrari - repórter
Guilherme Klamt - repórter/imagens
Silvestre Silva Santos - editor/economia
Maiara Tierling - administrativo/comercial
Rosângela Ilha - diretora
Roberto Gomes - diretor
Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
Desenvolvido por i3Web.
2016 - Todos os direitos reservados.

Rua Osvaldo Aranha, 43 - Sala 5 - 94410-630 - Centro - Viamão - RS