Sexta-feira, 20 de ABRIL de 2018

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opinião

O anarquista

Publicada em 09/02/2018 às 07h10| Atualizada em 09/02/2018 às 17h44

Apaixonado pelo escritor italiano Malatesta lá estava ele sentado à beira mar. Seu nome era Yúlian Antonello. Sua descendência, italiana. Residia em Buenos Aires. E seu jeito de pensar a vida era baseado na filosofia política do anarquismo. Bebendo cerveja artesanal e estirado numa cadeira de praia ele fitava o mar. Seus olhos pareciam transpor a própria paisagem. A praia onde descansava e, onde parecia estar feliz, era estilo anos 50.

“Sou anarquista porque vejo a injustiça campeando no mundo. A maioria dos governos são despóticos. No mundo ocidental impera o capitalismo. Ao meu ver, um dos maiores males da humanidade”.Na sua pregação afirmava que dos sete bilhões de seres humanos que atualmente vivem no Planeta, metade são praticamente dispensáveis. Vidas desperdiçadas,segundo o sociólogo polonês Zigmund Baumma.

Yúlian aparentava uns sessenta anos. Seu rosto, um pouquinho mais. Apresentava rugas profundas. Adquiridas talvez, pela aflição e inquietação de sua vida pensante e intelectual. O anarquismo que almejo - continuava ele - reuniria pessoas em comunidades com total liberdade. Porque o maior atentado contra um ser humano é faze-lo escravo de outro homem. Todo mundo deveria trabalhar por conta própria e, seguindo suas aptidões.

No mundo de hoje já existem países caminhando nesta direção. São os escandinavos, Noruega, Dinamarca e Islândia. Para o anarquista, o Carnaval brasileiro e até o Italiano é motivo de alienação. O futebol também está neste contexto. Nada mais é do que uma guerra moderna entre nações. Só que em forma camuflada. Em nome do esporte.

Um dos maiores erros da atual humanidade, frisa o anarquista, é dividir o Planeta Terra em países. “Todos somos seres terráqueos e portanto,não devemos viver com fronteiras”. ”O anarquismo não admite também, o casamento na forma tradicional que o conhecemos”. E concluiu: “Nenhum homem ou mulher pode ser dominado pelo sexo oposto. No futuro, homens e mulheres viverão suas vidas separadas”.

Utópico e lunático, afirma que o sexo é animal. E que no futuro (pasmem) “não haverá sexo”. A procriação provavelmente será em laboratórios. Com seres geneticamente perfeitos.Sem doenças e sem desvios psicológicos. Dentro da teoria de Freud, da sublimação.

 O corpo humano, já se sabe, tem previsão de duração de 150 anos. Com isto, a humanidade diminuirá em números e aumentará em qualidade. A espiritualidade será uma constante. Nesta sociedade ideal, vista pelos olhos do anarquista, a felicidade virá pela conquista do espírito.

Neste momento, com a maré na praia subindo, uma onda de espumas cruza seus pés. Cita o filósofo norueguês, criador da ecologia profunda, Arne Naess. ”Os homens não dominarão a natureza. Simplesmente usufruirão dela, para a felicidade de todos”. Abominando definitivamente o capitalismo,Yúlian é taxativo: “os míseros salários impedem o desenvolvimento material e social dos seres humanos”. Bebendo o último gole de cerveja e observando o infinito, ele profetiza: ”O mundo é belo. Não devemos destruí-lo. E sim, humaniza-lo”.

 

 

 

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