Sabado, 15 de DEZEMBRO de 2018

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opinião

O garoto de Berlim

Publicada em 01/06/2018 às 09h13

Aquela beleza intensa passeava livre pelo supermercado. Branco, resquício da raça ariana. Tinha olhos claros. Não sei de que município provinha. Um tipo assim não era comum em Porto Alegre. Embora a capital seja um cadinho de muitas raças. Provavelmente vinha do exterior. Ou não! Talvez de Novo Hamburgo ou Nova Petrópolis. O cantor Supla criou a um tempo atrás uma música chamada “A Garota de Berlim”. Agora, eu o imito, com a certeza de ter conhecido “O Garoto de Berlim”. Em ambos, uma infinita beleza.

Volto às minhas compras. Fiquei circulando entre as diversas prateleiras. Fazia frio em Porto Alegre. Era sábado. Chovia. Por breves minutos, esqueci daquela figura linda. Direto nos vinhos. Que acompanharia o macarrão que eu faria. E que por certo seria sucesso na minha mesa do final de semana.”Benjamin” era o nome do vinho. Chileno, caro, maravilhoso.

Depois uma passagem pela área das frutas e legumes. Ao lado, se avistavam pinhões à venda. Prato típico indígena e que tanto sucesso faz nos invernos gaúchos. Na sequência, abacates, maçãs, uvas e melancias. Opa... melancias! No quase inverno sulino! Não é muito natural.

Bananas. Ah... as tropicais bananas brasileiras. Em Portugal são caríssimas. Servidas em restaurantes num cerimonial com calda de cereja. Lá as bananas são artigos importados. Degustadas com garfo e faca em requintados pratos de sobremesa.

Segui pelos corredores do super. Neste dia, não havia tanto movimento de fregueses. Acho que o frio e a chuva afugentou as pessoas. Estou na padaria. Agora inventaram os pães de aipim e beterrabas. Escolhi as “gajetas”. São ótimas. Com nata e quentinhas ficam um primor. Ia esquecendo o macarrão. Voltei. No carrinho, um pacote de “boca de leão”. Uma massa leve. Engraçadinha em sua forma estética.

Pensando no domingo e no clima frio optei por uma canja incrementada. O açougueiro do super é sempre gentil e alegre. Trata todas as mulheres por “lindona”. Gosta de atender as freguesas cantando músicas do Roberto Carlos. Segue “peito desossado” de frango, gengibre, batatas e alho. A canja promete.

Não esqueci o cálcio do leitinho básico. O médico recomenda o desnatado. Mas dá para ficar entre o integral e o semi-desnatado. Uma vizinha da praia alertou-me certa vez, que o melhor leite é o em pó. Será? Segundo ela, as caixas de papelão, quando recicladas, sofrem alterações que são prejudiciais à saúde.

Agora, resta pensar na sobremesa. Entre pudins e tortas não houve acerto. Todos engordam. Todas tem excesso de açúcar. Paro na prateleira dos anexos. Latas de figo, abóboras em calda, goiabadas e marmeladas. Até uvada. Arrepio!!!! Ao meu lado inesperado e surpreendente está ele: “O garoto de Berlim”. Também olha as sobremesas. Estava, como eu, a procura de um docinho.

Corro os olhos nele. É mais do que bonito. Corpo saudável. Ares de atleta. Me olha e ri. Porque simultaneamente ficamos atônitos entre as várias opções de doces. Ele me dá uma dica. “Aquele doce é muito bom”!! Pergunto: Qual deles? Ele mostra. “Este de batata doce”. “É o meu favorito”, concluí. Comprei. Se o “garoto de Berlim” já  provou e, disse que é bom, é claro que é delícia. Agradeci a sugestão enquanto me dirigia ao caixa para pagar minhas compras. Fui lendo a etiqueta: “Dulce de batata”!” Sweet potato paste”! Muito chique. Internacional.

E fui, assim meio maravilhada deixando o supermercado. Na rua uma chuvinha fina. Sei lá porquê, como o açougueiro, deu vontade cantar também uma música do Roberto Carlos. De preferência, uma bem romântica. E doce. Como o doce de batata doce. Recomendado pelo “garoto de Berlim”.

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