Quarta-feira, 26 de SETEMBRO de 2018

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Facebook

opinião

O dentista

Publicada em 22/06/2018 às 09h27| Atualizada em 22/06/2018 às 09h29

A dor começou de mansinho. No começo, como raios. Uns leves e alternados contatos no canino superior. Marcelo não deu atenção. Achava que iria dormir em paz. Que o que sentia se dissiparia com a noite. Ledo engano. Às três da manhã sentia-se desconfortado e apavorado. A dor aumentara tanto que ele não conseguia mais dormir. Fez um chá de malva e bochechou. Não resolveu.

Pela manhã, telefonou para algumas clínicas dentárias. Ele não dispunha de nenhum plano de saúde. Como qualquer cidadão brasileiro pensou que iria morrer desdentado. Até que um amigo indicou um dentista solidário. Que o atenderia gratuitamente. Foi até o outro lado da cidade e foi atendido. Após exame, constatou-se uma tremenda cárie. Por culpa de seu desleixo e também pelo uso de muito açúcar na alimentação. Da intensidade de balinhas, sorvetes e chocolates que ele ingeria diariamente  e compulsivamente.

O dentista, pós-moderno, dispunha de todos os métodos de atendimento. Entre eles, um notebook instalado próximo à sua cadeira. Nele, avistava-se instantaneamente, toda a arcada dentária numa panorâmica. Adeus a odontologia antiga! Vive-se tempos de implantes, de cerâmicas e de radiografias visuais no computador.

Marcelo, ficou boquiaberto com o avanço da medicina odontológica. Pensou nele e em seus pais, que em criança, o levavam ao dentista. Naquela época o raio-x era feito com películas com aquele risco de radiação. Hoje a coisa ficou “clean”. O constante avanço da medicina, o fez pensar que talvez até mesmo, os robôs poderão atender seus netos futuramente.

Após a verificação de seu problema, Marcelo tratou de marcar nova consulta para o desenrolar do tratamento. Dentes são seres vivos. Tem raiz e merecem ser muito cuidados. Deveria fazer algumas sessões para estancar a inflamação do seu dente. Que foi esquecido com a intensa necessidade de comer doces. O dentista falou: “O açúcar apodrece os dentes. É necessário uma boa escovação e jamais esquecer o fio dental.” Concluindo que “exames periódicos são necessários”.

Em sua infância Marcelo descuidava as escovações. E apesar dos apelos de sua mãe, para que cuidasse dos dentes, ele jamais deu atenção. Agora sofria dores, cáries e teve que apelar para um consultório popular. Que apesar de gratuito foi extremamente eficaz em seu diagnóstico e tratamento. A dor de dente é infernal. Aprendeu uma lição. Dando adeus aos açúcares. Se comprometeu diante do moderno dentista, de a partir daquele momento, parar de comer doces. Pelo menos, com mais moderação e muita escovação.

 

 

Últimas Ana D Ávila

Administrativo/comercial
51 3046-6114 - Ramal: 200
Redação
51 3046-6114 - Ramal: 202

redacao@diariodeviamao.com.br

Vinicius Ferrari - repórter
Guilherme Klamt - repórter/imagens
Silvestre Silva Santos - editor/economia
Maiara Tierling - administrativo/comercial
Rosângela Ilha - diretora
Roberto Gomes - diretor
Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
Desenvolvido por i3Web.
2016 - Todos os direitos reservados.

Rua Osvaldo Aranha, 43 - Sala 5 - 94410-630 - Centro - Viamão - RS