Terça-feira, 25 de SETEMBRO de 2018

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opinião

O Sonhador

Publicada em 06/07/2018 às 09h14

A mesa para a reunião estava posta. Em cima copos para a água e xícaras de porcelana para o cafezinho. Aos poucos os convidados foram chegando. Era uma confraria do bem. Todos sem exceção, queriam viver em um país justo. Queriam um debate para encontrar soluções para o caos estabelecido. Mas principalmente apontar uma séria diretriz a seguir. Enquanto um vento primaveril varria o ar daquele entardecer agradável.

Frederico tinha ido muito cedo para a cama. Pela janela de seu quarto entrava uma aragem refrescante. A lua naquela noite estava em sua fase cheia. Seguiu-se um sono profundo. E também um sonho delirante. “Cidadãos reunidos mostravam a uma pequena plateia de intelectuais soluções para os problemas do Brasil”.

O mais velho deles deu início à reunião. Tinha longa barba branca e cabelos compridos. Deixou bem claro aos presentes, que não fazia política. Fazia debates. Queria movimentar cérebros. Principalmente os intelectuais e jornalistas. E também pensar que um país enorme, como o seu, com imensas riquezas, não poderia perecer. As terras são agriculturáveis. O solo rico. Mas precisamos solucionar seus problemas na forma correta.

Os presídios agora existentes se transformariam em fábricas. E os presos seriam remunerados. Se fabricaria de tudo. Bens para a população. Mesas, cadeiras, colchões e cerâmicas. Traficantes seriam levados para colônias penais para explorar a agricultura em benefício das comunidades. Plantariam e usufruiriam dos alimentos. Na área política dar-se-ia apoio a líderes que provassem seu humanitarismo. Com extinção de grande parte das câmaras em geral e das altas remunerações.

Todos estavam atentos ao pronunciamento do senhor de cabelos grisalhos. Seus olhos brilhavam com a luz do ambiente. Ele prosseguia gesticulando e expondo suas ideias aos presentes. Agora uma senhora de vestes claras servia os cafezinhos. Todos estavam atentos. “É preciso pensar nas crianças, nas gerações que virão. Só existe uma saída para formar verdadeiros cidadãos: a educação”. Foi aplaudido. Continuou: “As escolas aboliriam os currículos não úteis para a sociedade e para a vida prática. Daria ênfase ao ensino fundamental de idiomas, filosofia, literatura, informática, arte e educação física. Na matemática, as quatro operações”.

Frederico sonhava. Já passava das cinco horas da manhã. Imerso em um sono revelador e inquietante ouviu a última intervenção daquele líder teatral e surreal de seu sonho. ”É necessário desinchar as cidades grandes. A vida nelas do jeito que está, só agravará seus problemas. O incentivo à volta ao interior é fundamental. E que o capitalismo socializante almeje lucros necessários e não exorbitantes”.

Ainda sobre as grandes cidades: “Crimes hediondos seriam passíveis de pena de morte ou prisão perpétua”. Nos terrenos baldios das grandes cidades, evidenciariam-se plantações de frutas e verduras para doações aos mais pobres. Proprietários que não quisessem plantar, pagariam impostos bem altos”. Neste ponto Frederico acordou. Sete horas da manhã. Um novo dia para refletir. Para trabalhar e ajudar o próximo. E um sonho para pensar.

 

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