Quinta-feira, 16 de AGOSTO de 2018

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opinião

Maré de sortilégios

Publicada em 03/08/2018 às 09h36

Descendente de espanhóis da Sevilha ela empreendeu viagem para terras tropicais. Escolheu o Brasil para sua morada. No saco de viagem: pedras mágicas, uma varinha de freixo e um tarô muito antigo, pertencente a sua bisavó.

Instalou-se numa sulina praia brasileira e fez estória. Todos a conheciam. Os habitantes do local e também os visitantes. Era a maga mais requisitada das terras de Cabral. Mais tarde, e por volta da meia idade, foi conhecer o candomblé da Bahia. Juntando seus conhecimentos mágicos com a diversidade dos orixás africanos.

Pela manhã costumava caminhar pela praia. Fazia meditações e recarregava suas baterias espirituais. À noite, com a sombra da lua cheia. E no verão, com os raios de sol escaldantes. Sua figura, lendária e excêntrica, lembrava uma cigana. Vestia-se com muitas cores fortes. Era praticante da cromoterapia. E usava um perfume de Balenciaga, inebriante.

As pessoas sentiam seu magnetismo. Seus olhos penetrantes pareciam navegar no corpo e na alma  de seus consulentes. Ela jogava tarô e búzios. Tinha muita facilidade em entender os problemas humanos. E quase sempre fazia de suas cartas e de seu mistério uma conexão com as pessoas que a visitavam. Eram muitas. A casa do mar se transformava a cada dia, num templo espiritual.

Atraía sempre muitos amigos. Entre eles, o pessoal da comunicação. Todos experimentaram a força existente no jogo do tarô. As lâminas de seu baralho eram diferentes. Tinham muita cor e uma força fascinante. Anualmente promovia uma grande festa benemerente ajudando os mais necessitados. Era na época de final de ano. O foco era nas crianças carentes. Enaltecidas com a proteção divina de São Cosme e Damião.

Na praia fazia também uma grande procissão no dia 2 de fevereiro homenageando a Rainha do Mar, Mãe Iemanjá. E para ela levava flores e oferendas. Seguida por muitas pessoas que a amavam e reverenciavam.

O mar, sempre respondia. Como se Mãe Iemanjá ficasse feliz com a festa dedicada a ela. A maré subia e levava os presentes para o fundo do mar. No pequeno lugarejo do litoral, seguiam-se os sortilégios daquela mágica figura. Uma mulher de descendência espanhola que passou pela vida e encantou. Tudo e todos.

 

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