Sabado, 15 de DEZEMBRO de 2018

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opinião

Brigas eleitorais

Publicada em 17/08/2018 às 09h30| Atualizada em 20/08/2018 às 10h11

Todos os desentendimentos entre aquele casal era, posteriormente resolvido com prazer. Muitos beijinhos, abraços e carícias. Muitas desculpas, mil perdões. Mas os tempos mudaram. Os casais mudaram. Hoje não existe tanta paciência para consertar erros de expressão. Nestes tempos de correria, dependendo do assunto, todos se acham violentados. Até os maridos. Agora, passados vinte anos do relacionamento daquele casal, a realidade deles se transformou. Principalmente com a chegada das opiniões políticas em tempo de eleições. Tinham divergências estruturais. Que se acaloravam com os programas da televisão enfocando os candidatos.

Da sala ouviu-se o grito: “Vá oferecer café para o Bolsonaro”!!! Enfurecido o marido, esquerdista de carteirinha, teve um ataque de nervos. Porque ela adorou o que ouviu do candidato na TV. O marido aproveitou a deixa para alfinetar a mulher. O candidato falara  sobre o respeito que deve existir nas escolas. “ Professores devem ser respeitados. Ninguém é tia ou tio. São senhores”. E o marido defensor de uma escola libertária, achou errado este respeito rígido e exigido. Ameaçou separação se ela votasse no Bolsonaro. “Não fale este nome perto de mim”, concluiu. Boquiaberta viu que aquilo era mais do que ódio. Repensou o casamento.

Comum nesta época são brigas eleitorais. Dos partidos. Dos veículos de comunicação. Dos eleitores. Dos simpatizantes dos diversos regimes políticos. Com aquele ar de guerra que sempre impera no período de propaganda. Mas o casal brigão, tomou para si, a diversidade. Ela de direita e ele de esquerda. Sentar à frente da TV juntos era quase uma declaração de guerra. Os candidatos brigavam entre si, se agrediam. E o casal brigava entre eles, defendendo ideias opostas. Era um bate boca infernal. Ele não acreditava no capitalismo da direita. E ela tão pouco na liberdade e na concentração de poder ditatorial dos governos de esquerda. Quem mais sofria eram os vizinhos. Que ouviam os berros do casal em discordância. Isto é, do marido descontrolado. Tudo por conta da política. Tudo por conta das eleições presidenciais.

Tudo parecia mais calmo no outro dia, após o debate dos presidenciáveis na TV. Mas o marido, parecia possuído. Reacendeu a briga. Tal como os adeptos da esquerda, comunicou que a partir daquele dia, faria uma greve de fome. “Não quero mais comer”, frisava ele. Ela entendeu que ele estava literalmente louco. “Lula Livre”, pensou. Tal qual os grevistas de fome em frente ao presídio  em Curitiba “Meu Deus”, disse ela. ”O caso é mais sério, do que uma opinião”. Ligou para o psicanalista amigo. Ele recomendou um  “estabilizador de humor”. O marido, em princípio não concordou com o medicamento. Acabou tomando. E também voltou a comer. Na janta, confessou seu amor incondicional pelo regime de esquerda no mundo. Para não complicar, ela calou. Não rebateu. Fingiu acreditar. Enquanto especialistas afirmavam na Internet que brigas tornam a relação mais duradoura e feliz. Será?

 

 
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