Domingo, 15 de DEZEMBRO de 2019

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Facebook

coluna da ana

Pseudo-marido chato

Publicada em 14/12/2018 às 10h19

Aquele documento assinado em cartório frisava que tratava-se de uma união estável. Mas estava longe de ser pacífica. Aquilo assemelhava-se a um inferno zodiacal. Ele, ex-alcoolatra infernizava a vida de parentes,vizinhos,afins e conjuge. Com o passar dos anos o relacionamento só se complicou. Agora, com o agravante psicótico. Ele tinha lucidez para reconhecer que fazia mal às pessoas. E várias vezes falava em suicídio.

O casamento estável  transformara-se numa guerra emocional. Para ela, seu primeiro relacionamento. Para ele, o segundo casamento com introdução paralela de diversos outros casos. Analisando as relações e as consequencias que o vício do  álcool traz, dava para entender porque seus casamentos não duravam muito.As mulheres não eram felizes ao seu lado.

Esta segunda esposa, era paciente demais. Boazinha demais. Casou virgem. O que hoje, é um grave defeito. Não teve nenhuma chance de escolha. Só conheceu um homem. E nele, a decepção.Ele não a respeitava.Como ela deveria ser respeitada. Pela dedicação e compreensão que ela sempre tinha com os desatinos dele. Porque quem bebe, complica a vida. Com o envelhecimento tudo fica pior.

A primeira esposa, uma pobre mulher analfabeta, sofreu muito nas mãos dele. Pois não tinha escolaridade para compreendê-lo.Entendia tão somente, que ele era louco. E que a deixou abandonada com seis filhos. Dentro de uma educação popular ela traçou principios basicos para sua prole. Criou-os sozinha. Enfatizando sempre que eles jamais bebessem. Pois o álcool destrói a vida de uma pessoa.

A segunda esposa, tentou de uma maneira mais companheira e civilizada, compreendê-lo. Mas a loucura jà havia tomado conta do cérebro dele. Fugia da razão para adentrar realmente na loucura. Então começou a fase negra desta união estável. Tal qual uma peça do Nelson Rodrigues. Onde sofrimento e bate-bocas se misturavam.

Mais tarde, abandonado por todas e por todos, num asilo da cidade, reconheceu estar sofrendo das faculdades mentais. Teve tudo. Mas  tudo foi jogado fora. Até sua felicidade. Permanecia naquele jogo de culpa querendo convencer a enfermeira da casa geriátrica, de que era tão somente um injustiçado. Pela vida,pelas duas famílias que teve e pelo País.

Quando em verdade, destruiu sua vida com o vício do alcoolismo e todas suas consequências. Como num drama familiar de Nelson Rodrigues, nenhum filho o procurou.Tão pouco as mulheres, que ele massacrou. Que ele feriu e menosprezou.Morreu só. Não houve suicídio.

Últimas Ana D Ávila

Tainá Rios

Redação, sugestão de pautas e redes sociais
51 9 9306 0162
redacao@diariodeviamao.com.br

Vinicius Ferrari

Direção Geral e administrativo
51 9 9962 3023
vinicius@diariodeviamao.com.br

Vitor Zwozdiak

Departamento Comercial
comercial@diariodeviamao.com.br

Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
Desenvolvido por i3Web.
2016 - Todos os direitos reservados.

Rua Osvaldo Aranha, 43 - Sala 5 - 94410-630 - Centro - Viamão - RS