Domingo, 26 de MAIO de 2019

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coluna da ana

Todas as mulheres

Publicada em 08/03/2019 às 09h40| Atualizada em 13/03/2019 às 13h40

As contrações e dores aumentavam. Ela abre as pernas para parir.O líquido da placenta percorre rapidamente sua vagina. Ela dá a luz a uma menina.Nasce o feminino numa família de contrastes.

A menina cresce sadiamente. O tempo passa. E muito rápido, completa 20 anos.No infortúnio da vida, perde a mãe e o pai. Fica órfã. Sem esperar, se vê só, mas afortunada. Em termos financeiros e intelectuais.

Na Universidade conhece amigas e mestres. Faz política. Estuda. Se envolve na criação de textos literários. Pertence à classe de mulheres privilegiadas.Lê bons autores e se mantém com o dinheiro da herança.

A noite de lua cheia iluminava a janela da cozinha na casa onde vivia. Em meio à calmaria da noite e da delícia de um chá de camomila, divaga sobre o feminismo. O que representa ser fêmea? Gerar filhos,criá-los, ter prazer na concepção e na intimidade com o marido,cozinhar,pensar com reflexão e discutir filosofia. Sua imaginação transcendia a área da casa toda. Ia longe. Quiçá, ao Cosmos.

Uma pilha de louça engordurada teria que ser limpa.Mas a biblioteca da casa, era mil vezes mais interessante. Prazeroso era conhecer as ideias de Epicuro, Sócrates e de Jacques Lacan. Ali na pia, mesmo com a estética das bolhas do sabão líquido escorregando nos pratos e talheres não havia tanta beleza.

Sua mãe,outrora viva, tinha uma empregada doméstica que adorava lavar louças. Afirmava que sentia uma alegria imensa vendo a água dizimar a sujeira dos pratos e panelas. Suas mãos eram pequenas e ela dava conta de lavar diariamente, pias e pias cheias de louça suja. O cheiro da carne de panela ou dos pratinhos de doce da sobremesa ultrapassavam seus sentidos olfativos. E ela, lavava, lavava. Todo dia. Com alegria e o dito prazer.

Na sala dos professores da escola do bairro uma mulher, em silêncio,lê e escreve. Está preparando a aula. Os alunos frequentam o primário. Que mistério e gratidão, encontra-se na mente das mulheres professoras? Que alfabetizam, que tem prazer em abrir a janela do conhecimento para as crianças.Mulheres dignas de todo respeito!

Na Rússia, em 1917,milhares de mulheres foram às ruas contra a fome e a guerra. A guerra delas foi o pontapé inicial para a Revolução Russa e  também deu origem ao Dia Internacional da Mulher.

Oficializado pela Organização das Nações Unidas em 1975, o chamado "Dia Internacional da Mulher" era celebrado muito tempo antes, desde o início do século 20.E, se hoje a data é lembrada como um pedido de igualdade de gênero e com protestos ao redor do mundo, no passado nasceu principalmente de uma raiz trabalhista.

Numa viela suja, mulheres outras, fazem "trotoir". A mais antiga das profissões. São as prostitutas vendendo seus corpos pela sobrevivência. O que sobrará para elas quando envelhecerem? Valerá a pena ter nascido fêmea e parir? Terá sentido viver desta maneira?

Ricas,pobres,famintas, geniais ou sofredoras as mulheres estão em toda parte. Hoje, mais do que nunca, assumindo poderes. Na vigência do cor-de-rosa, a cor do amor. Com mente e ventre pensando, refletindo, copulando e gerando filhos . Salve o Dia 8 de março! Todas são merecedoras de felicitações.

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