Segunda, 17 de JUNHO de 2019

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coluna da ana

O dia que Sartre me entristeceu

Publicada em 07/06/2019 às 14h10| Atualizada em 10/06/2019 às 10h09

Filósofo Sartre é compreensão para destemidos. Confesso que fiquei triste ao ler a obra "Cerimônia do Adeus". Nela, Simone de Beauvoir, sua amiga e companheira, relata os últimos dez anos da existência dele na velha Paris de tanta intelectualidade. Ambos eram ateus. Ambos eram professores universitários. 

Sartre era genial,mas sua vida, muito problemática. Simone narra no livro questões como a velhice e a morte. Sartre sofreu muito. Física e intelectualmente.Diz o livro: "Durante toda a sua existência, ele jamais cessou de questionar-se. Sem desconhecer o que denominava seus "interesses ideológicos".

Não queria que o alienassem, optando assim frequentemente por "pensar contra si".
Simone de Beauvoir nasceu em Paris,em 9 de janeiro de 1908, numa típica família burguesa da França. Criada de forma bastante tradicional por pais extremamente católicos, ainda na adolescência rejeitou os valores morais e religiosos de sua família.Formou-se em filosofia na Sorbonne, onde conheceu Jean-Paul Sartre, em 1928, tornando-se sua companheira e maior crítica.

Entre 1941 e 1943, Simone lecionou filosofia na mesma universidade que estudou, sendo demitida pelos nazistas. Em 1943, lançou seu primeiro livro, o romance "A Convidada", e, em 1949,os dois volumes de "O Segundo Sexo". 

Depois da guerra, junto com Sartre e Merleau-Ponty, fundou a revista "Les Temps Modernes" que durante 25 anos foi uma das maiores arenas de debate político e filosófico mundial. Entre romances, ensaios e livros de memória Simone de Beauvoir lançou mais de vinte obras. Morreu em 14 de abril de 1986, em Paris, e foi enterrada junto a Sartre.

Por ser uma leitura pesada, "Cerimônia do Adeus" me causou tristeza. Simone narra na obra pormenores da biografia de Sartre. Todas as dificuldades e limitações do seu companheiro, à medida que seu fim se aproximava. É um clássico que merece ser lido. Entretanto, é uma leitura que entristece. Talvez pela realidade exposta. Talvez por excesso de filosofia.

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