Domingo, 21 de JULHO de 2019

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coluna da ana

O guri da bicicleta

Publicada em 04/07/2019 às 15h43| Atualizada em 04/07/2019 às 15h44

Se a beleza existe, pode acreditar que ela passeia por aí. O gurisinho da bicicleta era o próprio êxtase na avenida. O dia contemplava uma chuva fria e fininha.O céu nublado. Mas aquela paisagem do gúri da bicicleta valia mais do que qualquer cena com o Rodrigo Santoro lá em Hollywood. O gúri era lindo. Sua bicicleta nem tanto.
Extasiei-me. Parei para falar com ele. Curiosa e deslumbrada. Ele estava parado no canteiro. Perguntei: "O que houve com tua bicicleta?" Ele respondeu:"Rebentou a correia." Nem sabia que bicicleta tinha correia. Mas ela o impedia de pedalar.O gurisinho deveria ter uns 18 anos. Talvez estivesse indo para o colégio ou para a academia.
O gúri estava de luvas pretas, iguais as do Portalupi. O Renato do Grêmio. Seus olhos expressivos, sua boca carnuda e um jeitinho um tanto hippie. Cabelos compridos envolto num gorro novaiorquino. Pensei, que tipo de mãe será a dele? Que faz um filho assim. Bonitinho e ecológico. Amei sua "bycle". Era Cáloi. Meio velhinha. Tipo, usada.
Nesta altura, começou a chuviscar mais forte. Não dei atenção. A paisagem à minha frente era mil vezes mais interessante. Falamos de marcas de bicicletas, as mais caras, pneus, correias e guidons. Contei para o gurisinho que na minha adolescência, minha "bycle"tinha uma campainha. Que dava um ar de alerta quando alguém cruzava o meu caminho. Era seguro também. Nunca atropelei ninguém.
Indaguei ao gúri, "e agora, como irás te deslocar"? Ele não ligou para a pergunta, já com a resposta na cabeça."Tenho outra bicicleta lá em casa". Compreendi. Era lindo e tinha uma "bycle" na reserva. Foi empurrando a velha e encrencada "bycle" que o vi pela última vez na avenida Perimetral.
Neste instante, minha lotação surgiu. Otto Teresópolis. Se aproximou. Fiz sinal. Entrei. A chuva encorpa. E o menino-gato foi lentamente desaparecendo. Com seu problema de uma segunda-feira fria em Porto Alegre. Ah...os gatos gaúchos! Quisera eu, pelo menos neste instante, voltar a viver os meus 18 aninhos. A chuva ficou mais leve. E o frio, com certeza, até me esquentou bastante. 

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