Quarta-feira, 18 de SETEMBRO de 2019

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coluna da ana

Ciúmes em Águas Claras

Publicada em 12/07/2019 às 13h46

Ele morava em Porto Alegre, era motorista de Uber. Já pela manhãzinha começava sua labuta, em trajetos triviais pelas ruas da Capital. Num sábado de muito frio e neblina recebeu chamada pelo aplicativo. Achou que a corrida seria de pouca distância. Enganou-se.O inusitado aconteceu. E ele mudou seus planos para aquele dia.


À cerca de oito meses namorava uma linda moça de Águas Claras. Ora se encontrava com ela em Porto Alegre, ora em Viamão. Ele tinha 23 anos e um propósito de casamento. Ela, dezoito. Mas o amor deles andava num ciclo não muito harmonioso. Para evitar o fim do namoro, a moça convidou-o para um almoço especial no Sítio onde morava. A família dela estaria toda reunida. Inclusive seus pais e irmãos.
Mas como no destino ninguém manda, aconteceu um contratempo. No sábado do almoço ele pensou em dobrar seu trabalho. Com o dinheiro adquirido planejava levar um presente para a namorada. Talvez, um bom vinho chileno para agradar os pais da garota. Tudo estava marcado para o meio-dia.
Às 11 horas da manhã, depois de ter feito já algumas corridas de pouca distância, atendeu o celular. Era uma senhora que queria um deslocamento da zona sul à zona norte. Porto Alegre, às vêzes, se iguala à São Paulo. Os deslocamentos são longos. E vai-se por aí, uma hora e meio de puro trânsito.
Mesmo usando GPS o garoto se perdeu na cidade. Já estava ficando nervoso. Não encontrava a rua que a senhora queria. E pensava no atraso para ir ao almoço  da namorada. Andava, andava e nada. Aí toca o celular. Era dez para o meio-dia .Em viva voz a namorada perguntava: "Onde estás? Estamos todos te esperando aqui no sítio para o almoço. Vens?" Ele fica trêmulo e responde estar trabalhando. "Esta certo", disse ela.
Na verdade ele estava perdido na zona norte de Porto Alegre. Apertava a tecla do celular e era pior do que imaginava. Não havia meio de encontrar a dita rua. Sua passageira já estava perdendo a paciência. Aí toca o telefone novamente.
A namorada estava ficando descontrolada. Disse: "Vens ou não vens? Onde estás trabalhando? Qual a rua?".Este era o problema, qual a rua.Ele nervoso e sem saber como sair da situação, se altera. "Estou trabalhando desde cedo". Ela bate o telefone na cara dele. Ele bloqueia a ligação. Depois religa.
Era a namorada mais uma vez. "Olha, não precisa mais vir. Fica aí com teu trabalho". Neste momento entra numa avenida e acaba encontrando o endereço de sua passageira. Que ouvindo toda a estória do motorista resolveu dar um conselho.

"Moço rume para Viamão. Chegue atrasado, mas vá. Explique a ela o que aconteceu. Leve uma flor ou uma caixa de bombons para sensibilizá-la. Ela com certeza, entenderá" .E pergunta: "Sua namorada é ciumenta"? Ele ri e responde: "Muito". Pede desculpas à passageira pelo incômodo causado. E ruma aliviado para o sítio de Águas Claras. 

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