Quarta-feira, 13 de NOVEMBRO de 2019

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coluna da ana

Fósforos

Publicada em 14/10/2019 às 12h01| Atualizada em 16/10/2019 às 13h40

Uma máxima dos escoteiros diz ,que com um canivete no bolso  todos os problemas podem ser resolvidos. Para o casal gaúcho que foi checar a casa de praia em pleno mês de outubro no Rio Grande do Sul, a chave  que resolve, tem outro nome: fósforos . Ou muitos palitos de fósforos. Marcelo e Júlia, costumavam veranear em Curumim, litoral norte. Passavam o Natal em Viamão. E, o Ano Novo e os meses de janeiro e fevereiro, na praia.

Para conferir a casa e arejar os ambientes embolorados do inverno, decidiram passar uma semana  no mar. Chegando lá , desfrutaram de um veranico até entusiasmante. Mas tudo se transformou, após a ameaça de um temporal. Com a consequente mudança na temperatura. O teor do vento anunciava uma grande tormenta. Talvez um ciclone. Enquanto o clima se alterava Júlia, preocupava-se. Era uma pessoa muito nervosa e Marcelo, corajoso.

Com a chegada da noite, algo parecido a um filme de terror, se desenrolou. Vento assoviando e quase derrubando janelas e portas. O barulho do mar revolto, ensurdecedor. A casa ficava a  apenas 5O metros do mar. A sensação era que Marcelo e Júlia estavam numa tempestade em alto mar. Mas a coragem do marido fez Júlia ,por uns minutos, permanecer mais controlada.Ele além de corajoso, entendia de climatologia.

Um estrondo foi ouvido, quando o transformador da rua, sofreu uma pane. O resultado foi um apagão na luz da residência. Aí,  Júlia se desesperou. Um barulho de objetos caindo sobre a casa, deu o acabamento que faltava. Eram grossos pedaços de granizo. Mas na ocasião, eles não identificaram o que realmente era. O marido,corajoso até certo ponto, já começava a guaguejar. O que é isto Marcelo, gritou Júlia no escuro? O marido, com voz embargada,respondeu que não sabia. 

Pronto. Instalou-se o pânico na casa de praia. Júlia tentou caminhar até a porta para checar o que acontecia. Não chegou a conclusão nenhuma. Deduziu que talvez, um asteróide tivesse caído no mar. E que o barulho, de águas e ondas, que ela ouvia, era um tsunami invadindo sua casa. Pensou numa lanterna ou numa vela para iluminar os ambientes. Mas nenhuma das duas hipóteses  era real.Breu total. Não existia vela nem lanterna. 

Com os batimentos cardíacos se elevando, ela teve uma ideia: Fósforos.“Vou acender um fósforo”. Saíu  tateando pela casa até a cozinha a procura da caixa de fósforos. Mas tudo o que via eram relâmpagos assustadores. Enfim, conseguiu acender um fósforo. E, mais um. E, muitos. Quando a manhã chegou, conferiu palitos de fósforos riscados e espalhados por toda a casa. Deve  ter acendido umas três caixas.

 Livres do susto, Júlia e o marido, resolveram voltar para Viamão. E, só voltar à praia, quando o tempo  normalizasse. Quando fosse verão. E ,quando tivesse muitos vizinhos ao seu redor. Depois do drama climático que viveram: chuva forte, vento minuano e granizo. Só queriam descansar .De preferência, longe do mar.Porque fora da temporada de verão, o  litoral gaúcho realmente é surpreendente. Às vezes até demais.

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