Domingo, 21 de JANEIRO de 2018

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3° Neurônio | comportamento

Como enganar seu cérebro para cumprir resoluções de Ano Novo

Publicada em 02/01/2018 às 15h17| Atualizada em 05/01/2018 às 14h43

Tenha um plano e conte para todo mundo: os passos para cumprir suas resoluções para 2018. É o que ensina reportagem do El País que o Diário recomenda e reproduz

 

Quase 90% das resoluções nas vésperas do ano novo não são cumpridas, segundo o psicólogo Richard Wiseman. Faz sentido: por que vamos perder peso ou parar de fumar em 2018 se podíamos ter feito isso em 2017? Mas não é impossível de conseguir, claro. Em seu livro 59 segundos (ed. Best Seller), o próprio Wiseman nos propõe quatro passos que podem ser bastante úteis.

 

1. Tenha um plano. É mais fácil atingir nossos objetivos se os dividimos em pequenas metas “e criamos assim um processo passo a passo”. Isso é especialmente efetivo se as metas são “concretas, mensuráveis e têm prazos estabelecidos”, segundo um estudo que Wiseman realizou com mais de 5.000 participantes. Propor grandes objetivos é, exatamente, uma das causas mais comuns para nos render. Wiseman aconselha escrever o plano, além de ir coletando os detalhes de seu progresso.

Tim Bono, professor de psicologia e neurociências na Universidade de Washington, também propõe já deixar preparado um plano de contingência caso comecemos a falhar.

- Você pode ficar com preguiça, estar cansado, esquecer o plano ou se ver diante de uma tentação. Ter um plano em que já preveja como enfrentar cada uma dessas circunstâncias pode ajudar.

 

2. Conte a seus amigos. É mais difícil para nós mudarmos de ideia se nossas promessas são públicas. Não só porque é mais fácil dar desculpas a nós mesmos do que aos outros, mas também porque os amigos e a família são um apoio quando as coisas ficam difíceis.

Por exemplo, mais de 70% dos participantes de um estudo da Universidade Dominicana da Califórnia cumpriram seus objetivos depois de escrevê-los e enviar a um amigo. Entre os que não contaram a ninguém, apenas 35% obteve sucesso.

 

3. Concentre-se nos benefícios. É boa ideia detalhar, também por escrito, como nossa situação mudará uma vez que atingirmos nosso objetivo.

- Não se trata de imaginar seu eu perfeito, mas de ter uma lista objetiva de como sua vida melhorará - escreve Wiseman em seu livro.

Quem abandona seus propósitos, por sua vez, tende a se concentrar em “como o fracasso os levará a continuar suportando os aspectos negativos de seu estado atual”.

 

4. Estabeleça recompensas para cada meta. Devem ser prêmios pequenos e, obviamente, que não entrem em conflito com o objetivo global. Ou seja, não vamos nos dar um Twix se estamos tentando perder peso.

 

Por que fracassamos?

É muito fácil entusiasmar-se com a ideia de fazer exercício em 31 de dezembro, quando estamos com uma taça de espumante na mão e um pedaço de rabanada na outra. Nesse momento, damos como certo que manteremos o mesmo entusiasmo e o mesmo otimismo em 26 de janeiro, quando ficarmos em dúvida entre ir para casa e cair no sofá ou passar na academia.

De fato, a melhor forma de lutar contra as tentações é não enfrentá-las, explica Dan Ariely em Previsivelmente Irracional (ed. Campus). É muito mais fácil não comer bolos industrializados se não os compramos do que se os temos na cozinha, por exemplo, e é mais fácil olhar menos o celular se o guardamos desligado em outro quarto do que se estiver no bolso. Em seu blog, Ariely oferece outros exemplos de terceirização de decisões, para não termos de nos fiar em nossa pouco fiável força de vontade.

Trata-se do que o psicólogo Walter Mischell chama de estratégias if-then (se... então), que podem complementar os quatro passos propostos por Wiseman. Em seu livro O teste do marshmallow (ed. Objetiva), Mischel lembra que estamos predispostos a preferir as gratificações imediatas às recompensas de longo prazo.

- Somos incrivelmente criativos na hora de nos comprometer de forma vaga e depois encontrar uma infinidade de maneiras de nos livrar dessas resoluções.

 

 

 

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