Quarta-feira, 18 de JULHO de 2018

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3º Neurônio | dramaturgia

Maria Antonietta Portocarrero Thedim, a Tônia Carrero

Tônia Carrero, uma estrela

Publicada em 06/03/2018 às 09h23| Atualizada em 08/03/2018 às 14h17

Morreu a atriz brasileira Tônia Carrero. O Diego Nunes, do Memória Cinematográfica, traz uma biografia daquela que foi uma das maiores estrelas da dramaturgia brasileira

 

Maria Antonietta Portocarrero Thedim nasceu em 23 de agosto de 1922, na cidade do Rio de Janeiro, e era descendente do marechal Hermenegildo de Albuquerque Porto Carrero, o Barão do Forte de Coimbra.

 

 

Formada em educação física, Tônia quase não tornou-se atriz. Muito jovem, já casada com o artista plástico Carlos Arthur Thiré, ela mudou-se para a França com a família, onde tinha planos de permanecer. Porém, antes de viajar, ela atuara em pequeno papel no filme Querida Susana (1947), produzido pela Companhia Cinematográfica Vera Cruz.

 

: Tônia Carrero e Nicete Bruno em Querida Susana (1947).

 

A beleza da jovem chamou a atenção dos produtores, que a convidaram para regressar ao país e ingressar no lendário TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), onde ela estreou na peça Um Deus Dormiu Lá em Casa (1949), ao lado do ator Paulo Autran, que se tornaria seu grande amigo para toda a vida. No TBC ,Tônia, já divorciada, conheceria o ator e diretor italiano Adolfo Celi, e com ele se casaria.

 

CLIQUE AQUI para assistir a um vídeo-biografia da atriz

 

Em 1949 retornaria ao cinema atuando em Caminhos do Sul (1949). Tônia se tornaria uma das maiores estrelas do cinema brasileiro, protagonizando clássicos como Tico Tico No Fubá (1952), Apassionata (1952) e É Proibido Beijar (1954).

 

Tônia Carrero e Anselmo Duarte em Tico Tico no Fubá (1952)

 

Ao todo, a atriz atuou em 19 filmes.

No auge do sucesso, recusou convites para atuar em Hollywood, alegando que não deixaria sua carreira brasileira para uma aventura sem garantias. Não queria trocar o lugar de estrela por pequenos papéis secundários de latinas estereotipadas.

Apesar disto, atuou em produções estrangeiras como o argentino Alias Gardelito (1961) e a coprodução Brasil-Argentina-EUA Sócio de Alcova (Canival of Crime, 1962). Também atuou no filme brasileiro Mãos Sangrentas (1955), que tinha no elenco o astro mexicano Arturo de Córdova.

 

Tônia Carrero e Arturo de Córdova em Mãos Sangrentas (1955)

 

Na televisão estreou no Grande Teatro Tupi, atuando em diversas peças televisionadas. Sua primeira novela foi na TV Rio, onde estrelou A Mulher Que Amou Demais (1966).

Sempre interpretando mulheres elegantes e sofisticadas, destacou-se em obras como Sangue do Meu Sangue (1969), Uma Rosa com Amor (1972), Água Viva (1980), Louco Amor (1983), Sassaricando (1987), Kananga do Japão(1989) e Splendor (2000).

Seu último trabalho na televisão foi em Senhora do Destino (2004).

 

Tônia Carrrero e Raul Cortez em Água Viva (1980)

 

Mãe do ator Cecil Thiré e avó dos atores Luísa, Miguel e Carlos Thiré, Tônia vivia reclusa há muitos anos, devido ao seu frágil estado de saúde. Ela sofria de hidrocefalia oculta, que lhe limitava a comunicação e locomoção.

 

 

A atriz faleceu durante uma cirurgia em 3 de março de 2018, aos 95 anos. 

 

Relembre Tônia em um comercial do Chevrolet Opala em 1969:

 

Diego Nunes é gaúcho, formado em Rádio e TV pela Universidade Metodista de São Paulo, é pesquisador da memória cultural e artística, e sua paixão é o cinema. Além disso, atua como diretor cultural da Pró-TV, Museu da TV Brasileira, e no departamento de arquivo da Rede Record de Televisão.

Acompanhe-o pelo Memória Cinematográfica.

 

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