Domingo, 18 de NOVEMBRO de 2018

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3º Neurônio | cinema

Os filmes esquecidos de James Dean

Publicada em 03/07/2018 às 16h19| Atualizada em 05/07/2018 às 15h45

Em 30 de março 1955 a Warner Brothers lançou o filme Vidas Amargas (East od Eden, 1955), uma grande aposta do estúdio, dirigida por Elia Kazan e filmado em Cinemascope.

O filme contava algumas jovens promessas do estúdio, como a atriz Julie Harris e Richard Davalos, mas a maior estrela desta nova geração era sem dúvida James Dean, que se tornaria uma das maiores lendas do cinema.

Dean fazia o jovem frágil e perturbado (papel recorrente em sua carreira) Cal Trask, que luta pelo afeto do pai que só da atenção para seu irmão Aron (papel de Davalos), seu filho favorito. Para agradar ao pai, e salvar a fazenda da família da falência, ele então procura sua mãe, uma prostituta que abandonara a família quando os filhos ainda eram pequenos.

 

: James Dean em Vidas Amargas

 

A Warner fez muita publicidade em torno de James Dean, alegando que lançava um ator estreante, que ele era um novo astro que surgia no firmamento. Dean faleceria em um acidente de carro naquele mesmo ano, em 30 de setembro de 1955, apenas seis meses depois do lançamento de seu filme "de estréia". Ele tinha apenas 24 anos de idade.

Ele faleceu antes de ver lançado nos cinemas os outros dois trabalhos que havia deixado pronto, Juventude Transviada(Rebel Without a Cause, 1955) e Assim Caminha a Humanidade (Giant, 1956). Também não veria as duas indicações, póstumas, que recebeu ao Oscar de Melhor ator, por seus trabalhos em Vidas Amargas e Assim Caminha a Humanidade. Dean tornou-se o primeiro ator indicado ao prêmio após sua morte, 26 anos após a indicação da atriz Jeanne Eagles, a primeira atriz (e até o momento única) atriz que faleceu antes de ver sua indicação ao Oscar (leia mais sobre Jeanne Eagles aqui).

Dean, tornou-se um mito. E muito de sua história foi construído, para aumentar o mito. Oficialmente, ele teve uma meteórica carreira, com apenas três filmes, todos eles grandes sucessos. Mas isto não é bem verdade. 

Como era comum em Hollywood, os departamentos de publicidade muitas vezes forjavam biografias de seus artistas, e por vezes omitiam coisas de sua carreira. Para promover Dean como a estrela revelação de seu filme, a Warner apagou seu passado cinematográfico, pouco expressivo é verdade, de sua carreira.

Apesar da pouca idade, já tinha uma sólida carreira no teatro. E foi um amigo, o ator James Whitmore, recomendou que ele tomasse aulas de interpretação no lendário Actors Studio.

James Dean também já tinha uma longa carreira na televisão, na chamada "era de ouro da televisão norte-americana". Dean estreou na televisão em um papel inusitado, atrás das câmeras. Em 1950 ele era o dublê de testes do programa Beat the Clook, um game show onde os participantes eram submetidos a provas físicas. O então aspirante ator era contratado da produção para testar previamente as provas, para ver se elas eram possíveis de serem realizadas e se não apresentavam riscos para os concorrentes.

Após um começo difícil, e muitos testes, ele faria sua estréia diante das câmeras no ano seguinte.

 

James Dean e Ruda Michelle fazendo teste para um programa de televisão

 

Seu primeiro papel na televisão foi interpretando o apóstolo São João, no telefilme Hill Number One: A Story of Faith and Inspiration (1951), um especial (o equivalente aos teleteatros da televisão brasileira) exibido no programa Family Theatre, um programa produzido pela Igreja Católica, que também era exibido em escolas e eventos religiosos. No elenco ainda o atro Roddy McDowall, antigo ator mirim e colega de classe de Dean no Actor's Studio.

No episódio, era retratada a vida dos apóstolos nos três dias seguintes após a ressurreição de Cristo.

 

James Dean em sua estréia na TV

 

O belo São João Batista de Dean, fez muita adolescente católica perder a cabeça, ao ponto de chamar a atenção dos produtores. Ainda em 1951, ele ganhou papéis importantes em episódios das séries The Stu Erwin Show The Bigelow Theatre. Neste mesmo ano fez sua estréia no cinema, atuando em uma produção da Twentieth Century Fox, chamadaBaionetas Caladas (Fixed Bayonets, 1951), um filme de guerra escrito por Samuel Fuller, e estrelado por Richard Basehart, Gene Evans, Michael O'Shea e Skip Homeier.

Dean aparecia nas cenas finais do filme, interpretando um soldado adolescente e assustado no campo de batalha. Ele não foi creditado por este papel.

 

James Dean em Baionetas Caladas

 

No ano seguinte Dean atuou em O Marujo Foi na Onda (Sailor Beawere, 1952), quinto filme estrelado pela dupla Jerry Lewis e Dean Martin. No elenco ainda Skip Homeier, como quem Dean atuara em seu primeiro filme. Lewis interpretava um marinheiro, que como sempre, se envolvia em muitas confusões. Em uma delas, acabava por disputar uma luta de boxe, e Dean aparecia como um dos preparadores físicos do seu adversário.

 

Veja James Dean contracenando com Jerry Lewis em O Marujo Foi na Onda

 

Em 1952 Dean estrelou Forgoten Children (1952), um filme feito para a televisão, ao lado de Barbara Bolton e Cloris Leachman. Neste mesmo ano, na Columbia, apareceu em Sinfonia Prateada (Has Anybody Seen My Gal, 1952). Dean aparece poucos segundo, interpretando um cliente para quem Charles Coburn serve um milk-shake.

 

James Dean em Sinfonia Prateada

 

Em 1953 Dean fez sua estréia na Warner Bros, no filme Atalhos do Destino (Trouble Along the Way, 1953), filme estrelado por John Wayne. Sua participação no filme não teve menor destaque, ele apenas engrossou o coro de figurantes em um estádio durante uma partida de futebol americano.

Se no cinema o ator não tinha grandes oportunidades, na televisão continuava estrelando diversos teleteatros, tendo atuado em quase 30 deles antes de atuar em Vidas Amargas. Nesses programas, atuou ao lado de astros como John Carradine, Ben Gazzara, Rod Steiger, Carol Channing (estreando na TV), Hume Cronyn, Jessica Tandy, Bradford Dillman, Robert Montgmery, Dorothy Gish e Mary Astor.

 

James Dean e Mary Astor em The Thief (1955)

 

James Dean e Natalie Wood em I'm a Fool (1954)

 

Na TV também atuou com o futuro diretor George Roy Hill (vencedor do Oscar de Melhor Diretor por Golpe de Mestre, The Sting, de 1973) e com o futuro presidente norte-americana Ronald Reagan (por duas vezes). Em I'm a Fool (1954), espetáculo exibido no programa General Electric Theater, além de contracenar com Reagan, ainda atuou ao lado de Natalie Wood, sua parceira em Juventude Transviada (Rebel Without a Cause, 1955).

Dean também contracenou duas vezes nas telas da televisão com a atriz Betsy Blair, sua antiga amiga dos tempos de infância.

 

Dean e Betsy Blair em Death is My Neighbor (1953)

 

James Dean nunca deixou a televisão. Após o sucesso com a estréia de Vidas Amargas, ele retornou ao veículo algumas vezes. Seu último trabalho na TV foi ao em um peça chamada Broadway Trust, vinculada no programa Crossroads(1955), que foi ao ar em 11 de novembro de 1955, alguns meses após a sua morte. Ao lado de Dean o ator Lloyd Bridges. Dean também estava escalado para atuar no programa Playwrights '56, na peça The Batler, mas acabou sendo substituído por Paul Newman, que ficou com muitos dos papéis que eram destinados a novos projetos com James Dean.

 

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