Sabado, 15 de DEZEMBRO de 2018

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opinião

O Brasil à beira do abismo

Publicada em 08/10/2018 às 18h04| Atualizada em 12/10/2018 às 19h18

Confirmado o cenário de segundo turno indicado pelas pesquisas eleitorais, duas forças se baterão pela cadeira presidencial: o lulismo representado por Haddad, um movimento que desde a redemocratização agrega uma parte significativa do eleitorado brasileiro e, como seu antagonista, a extrema-direita representada pelo capitão reformado. Nunca houve uma extrema-direita de expressão eleitoral no Brasil. A Arena, que sustentava a Ditadura Militar, era um partido fisiológico. Os presidentes-generais, por sua vez, não se submetiam ao sufrágio popular, ainda que fossem mais radicais do que os parlamentares da Arena – inclusive, por conta disso, fecharam o Congresso mais de uma vez.

Desde a redemocratização, duas forças polarizaram as eleições presidenciais com o lulismo petista, com três vitórias e quatro derrotas. Na primeira vez, foi um populismo de direita – embora não militarista e não antidemocrático – representado pela figura de Collor. Nas outras vezes, foi o social-liberalismo, às vezes mais de centro, às vezes mais de centro-direita, representado pelo PSDB.

Depois de ser a primeira ou segunda força política do país durante mais de 20 anos, a centro-direita, ao que parece, sofrerá a maior derrota de sua história. Após 13 anos de oposição ao PT, ela não pode oferecer mais nada do que antipetismo e o governo de Temer – apoiado, cabe lembrar, pelo PSDB. Como ninguém gosta de Temer, só sobrou o antipetismo. Por sua vez, o lulismo renasce, mesmo após escândalos de corrupção sem igual e do desastre econômico legado por Dilma, o primeiro “poste de Lula”. Isso era improvável, mas após os quase três anos de governo Temer, ficou a impressão de que a centro-direita, após mais de década valendo-se do discurso ético, era, no mínimo, tão corrupta quanto os que denunciaram. E os resultados fracos na economia, se são melhores do que a catástrofe de Dilma, ficam eclipsados quando comparados à bonança dos anos de Lula.

Por fim, Bolsonaro agrega, em uma coalizão improvável, aqueles que são seu público cativo (defensores da ditadura militar, evangélicos radicais, etc.), além de pessoas “apolíticas” indignadas com a corrupção e incompetência das antigas duas forças dominantes e, também, liberais que gostariam que o Brasil fosse mais parecido com países como Estados Unidos, Alemanha ou Japão. Ocorre que esses são países que são democracias plenas e com histórico de respeito impecável aos direitos individuais de seus cidadãos. Nada é mais distante disso do que a ideologia bolsonarista que defende ditadura militar e “combate aos direitos humanos”. Votando em Bolsonaro, porém, o liberal mira no mundo desenvolvido e acerta numa republiqueta das bananas, governada por um generalíssimo. Algo bem parecido com a  Venezuela bolivariana, cujo falecido líder o capitão já declarou admirar.  Nisso ele está junto com o petismo radical, o seu arquirrival. Ao menos, o petismo não tem os tanques de Mourão para impor a sua vontade.

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