Domingo, 22 de OUTUBRO de 2017

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Facebook

opinião

Gre-Nal é Gre-Nal

Publicada em 25/06/2017 às 19h06

Gre-Nal é Gre-Nal.

Ildo Menghetti, presidente e patrono do Inter.

 

Gre-Nal é Gre-Nal, e vice-versa.

Jardel, jogador do Grêmio.

 

Futebol não tem clássico meigo.

Abel Braga, técnico.

 

Gre-Nal existe desde 1909, mas só ganhou esse nome no clássico 22, que terminou aos 20 minutos do segundo tempo porque o pau pegou geral. Isso foi em 1926, e vai portanto fazer 91 anos terça-feira, dia 27. A expressão – que na verdade só pegou mesmo na década de 1940 – foi criada por um jornalista de apenas 19 anos, o gremista Ivo dos Santos Martins, do “Correio do Povo”. Ivo chegou a pensar também em “Inter-Gre” mas, por querer deixar seu time na frente ou porque a alternativa lhe soou mal, preferiu mesmo “Gre-Nal”. Felizmente!

Porto Alegre também já teve – e tem – outros clássicos, como o Inter-Cruz e o Gre-Cruz, os jogos do Cruzeiro com os dois grandes. E houve até Na-Nal, Nacional x Internacional. Existiram também outros times, como Renner e Força e Luz, mas não outros clássicos. Já pensou em Re-Nal, ou Gre-Luz? Demasia!

Esse é o problema do futebol carioca: juntar os nomes. Claro, tem o sonoro “Fla-Flu”, mas como fazer combinações com Vasco e Botafogo? Esqueça “Vas-Engo”, “Bota-Flu” .... Então, o Rio de Janeiro vai de “Clássico dos Milhões” com Flamengo x Vasco, Fluminense x Botafogo “Clássico Vovô”, Botafogo x Vasco “Clássico da Amizade”, Vasco x América “Clássico da Paz” – usado também para Ceará x Ferroviário em Fortaleza.

A mesma dificuldade existe em São Paulo. Conte o “San-São”, Santos x São Paulo, e o “Come-Fogo”, Comercial  Botafogo em Ribeirão Preto. No mais, os paulistas gostam mesmo é de “Derby”, usado para Corinthians x Palmeiras, e Ponte Preta x Guarani em Campinas. Acrescente então o “Choque-Rei” de São Paulo x Palmeiras, Santos x Palmeiras “Clássico da Saudade”, Corinthians x São Paulo “Majestoso” – tudo isso melhor do que Pal-Cor, San-Pal, ou Cor-San! Impossível também achar nome para Cruzeiro x Atlético Mineiro em Minas (Atle-Zeiro?), Figueirense x Avaí em Florianópolis...

Curiosamente, os números nas camisetas de Inter e Grêmio (e nos times de todo o Brasil) só surgiram quase no fim da primeira metade do século passado, de 1 a 11. Uma antiga montagem de três fotos de um Gre-Nal de 1932 ainda tem os jogadores gremistas e colorados sem a identificação. Foi assim em todo o futebol mundial: apenas em 1933, Everton e Manchester City entraram com os jogadores numerados, na final da Taça da Inglaterra. A novidade acabou oficializada pelos ingleses em 5 de junho de 1939, e em Copa do Mundo passou a ser adotada na edição seguinte, em 1950, no Brasil, mas com os reservas também com numeração de 1 a 11.

Somando os 21 primeiros, sem o nome, são 412 Gre-Nais, em 108 anos. O Inter ganhou 154 e o Grêmio 129, com 129 empates. Foram 1.122 gols (média de 2.72 por jogo), sendo 581 colorados e 541 gremistas. O clássico deixou de ser disputado durante três anos entre 1920 e 1923, e dois anos e meio entre 1913 e 1915, porque os dois clubes estavam em ligas diferentes em Porto Alegre. No lado do exagero, em 1978 e 1987 houve dez Gre-Nais em cada ano. Este ano não será realizado no campeonato brasileiro pela terceira vez.

E dê-lhe clássico Brasil afora! Atlético x Coritiba “Atle-Tiba” no Paraná, Bahia x Vitória “Ba-Vi” em Salvador, o pretensioso “Clássico dos Clássicos” ou “Clássico das Emoções” para Náutico x Sport em Pernambuco, no Pará “Re-Pa” Remo x Paysandu o clássico com mais jogos no Brasil, 741, desde 1914. Goiás também apresenta o “Clássico dos Milhões” com Goiás x Vila Nova, e Goiás x Goiânia o “Go-Go” – desculpa aí!

Nesse sentido o Rio Grande do Sul teve sorte. Olha aí como soa bem: em Caxias tem “Ca-Ju”(que foi “Fla-Ju” quando a SER Caxias era Flamengo), “Ba-Gua” em Bagé, “Bra-Pel”, “Far-Pel” e “Bra-Far” em Pelotas, “Ave-Cruz” Avenida x Santa Cruz, “Rio-Rio” Rio Grande x Rio Grandense, “Rio-Nal Riograndense x Internacional em Santa Maria...

 

 

Agenda histórica do futebol gaúcho na semana

 

25.6.2017, domingo

1909 – Primeiro jogo dos “filhotes” (sub-15) do Grêmio, arbitragem do presidente do clube, Augusto Koch, 1x0 contra o Fuss-Ball

1950 – Inter inaugura novo Estádio Eucaliptos e perde Gre-Nal, 1x0, gol de Ariovaldo “Detefon”

 

26.6.2017, segunda-feira

1910 – Primeiro jogo oficial (e primeira goleada) do Inter, 5x0 S.C. Nacional, campeonato de Porto Alegre

1980 – Maradona em Porto Alegre, Grêmio 1x0 Argentinos Juniors

1988 – Grêmio tetra gaúcho, 0x0 Caxias, Centenário

 

27.6.2017, terça-feira

1926 – Clássico Grêmio x Internacional recebe nome – Gre-Nal

1999 – Juventude ganha Copa Brasil com empate de 0x0 contra o Botafogo, no Maracanã, 110.712 espectadores

 

28.6.2017, quarta-feira

1950 – Primeiro jogo de Copa do Mundo em Porto Alegre, Iugoslávia 4x1 México, nos Eucaliptos

2008 – Em seu retorno ao futebol, centroavante Jardel, 34 anos, faz dois gols na vitória de 3x1 do Cerâmica de Gravataí sobre a Agap

 

29.6.2017, quinta-feira

1913 – Fundação do Sport Club Juventude de Caxias, por dissidentes do Clube Juvenil

 

30.6.2017, sexta-feira

1970 – Grêmio institui estrela dourada na bandeira, homenagem ao lateral Everaldo, campeão da Copa do Mundo

1996 – Grêmio bicampeão gaúcho, 4x0 no Olímpico contra o Juventude

2002 – Com Luiz Felipe Scolari, Ronaldinho e Anderson Polga, mais  preparador físico Paulo Paixão, seleção brasileira é penta da Copa do Mundo, 2x0 na Alemanha em Yokohama, Japão

 

1.7.2017, sábado

2000 – Inter campeão mundial infantil, 1x0 Verdy Kawasaki do Japão, na Holanda, técnico Júlio Camargo

2010 – Prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, entrega ao Grêmio licença prévia para construção da Arena

 

 

Últimas Cláudio Dienstmann

Administrativo/comercial
51 3046-6114 - Ramal: 200
Redação
51 3046-6114 - Ramal: 202

redacao@diariodeviamao.com.br

Vinicius Ferrari - repórter
Guilherme Klamt - repórter/imagens
Silvestre Silva Santos - editor/economia
Maiara Tierling - administrativo/comercial
Rosângela Ilha - diretora
Roberto Gomes - diretor
Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
Desenvolvido por i3Web.
2016 - Todos os direitos reservados.

Rua Osvaldo Aranha, 43 - Sala 5 - 94410-630 - Centro - Viamão - RS