Sexta-feira, 25 de MAIO de 2018

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opinião

As nervosas senhoritas argentinas

Publicada em 11/02/2018 às 14h18| Atualizada em 14/02/2018 às 13h59

“Cuidem bem dela: é a única que nós temos” (Jules Rimet, presidente da Fifa de 1921 a 1954, entregando a Copa do Mundo a dirigentes do Uruguai em 1930).

“Das coisas menos importantes da vida, o futebol é a mais importante” (Robert Guérin, primeiro presidente da Fifa, de 1904 a 1906).

“O futebol colocou o Uruguai na geografia mundial” (jornal uruguaio “El País”).

 

Brasil e Argentina são rivais em quase tudo, mas os argentinos têm ainda outra rivalidade feroz na América do Sul: com o Uruguai. No futebol, então, ela é especial. E qual é o jogo final da primeira Copa do Mundo, em 1930, no Estádio Centenário, em Montevidéu? Uruguai x Argentina, nada menos!

Deu Uruguai, 4x2. Antes, em 1924, ainda não existia Copa, e os uruguaios haviam sido pela primeira vez campeões olímpicos de futebol, em Paris. Mas no fim daquele ano, a 2 de outubro, perderam por 2x1 em Buenos Aires para a Argentina, que fez um gol em cobrança de escanteio do ponteiro Onzari. Por deboche e pura maldade, os argentinos apelidaram o lance de “gol olímpico”.

No final de 1980 e início de 1981, o Uruguai realizou o Mundialito, torneio dos campeões mundiais, meio século depois da primeira Copa. O único jogador campeão vivo de 1930, o zagueiro Ernesto Mascheroni, recebeu várias homenagens no próprio Centenário, e falava com bom humor das brigas com a Argentina – e da vingativa revanche uruguaia seis anos adiante pela tal história do gol olímpico:

– Algumas vezes nós realmente batíamos duro, os argentinos reclamavam, as queixas chegaram ao auge na final de 1930, e aí nós aproveitamos toda aquela sensibilidade deles e começamos a chamar  os caras de senhoritas. Era "Senhorita Monti”, “Senhorita Peucelle”, “Senhorita Varallo”, “Senhorita Stábile”, todo o time deles, ficaram loucos. Lembramos mesmo o gol olímpico, sim, e debochamos, na cara.

Mascheroni (foto abaixo) em 1930 tinha 22 anos e era de um pequeno clube uruguaio, o Olímpia. Jogou 12 partidas pelo Uruguai, de 1929 a 1939, com uma interrupção: em 1936 esteve na Ambrosiana-Inter de Milão, e fez dois jogos pela seleção da Itália, do ditador Benito Mussolini.

 

 

Agenda histórica do futebol gaúcho na semana

 

11.2, domingo

1955 – Primeiro jogo do Inter contra um clube europeu, Estrela Vermelha da Iugoslávia, derrotado por 4x2 nos Eucaliptos, três gols de Bodinho e um de Larry, um cada de Stramkovic e Toplak

12.2, segunda-feira

1989 – “Gre-Nal do Século”, Inter 2x1 Grêmio no Beira-Rio

13.2, terça-feira

1958 – Inter 6x1 Riograndense de Santa Maria, em Santa Maria

14.2, quarta-feira

1944 – Inter dá novo nome ao Eucaliptos, Estádio Ildo Meneghetti

15.2, quinta-feira

2006 – Novo Hamburgo estréia na Copa Brasil, 2x2 Criciúma

16.2, sexta-feira

1966 – Com gols de Alcindo, Grêmio 2x0 União Soviética, Olímpico

17.2, sábado

1996 – Grêmio vence Sport Recife em Cidreira nos pênaltis e é campeão da Taça Internacional Renner

 

 

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