Quinta-feira, 19 de ABRIL de 2018

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Facebook

opinião

Gennaro Ivan Gattuso, o Rino

O feroz rinoceronte e o gentil marquês

Publicada em 15/04/2018 às 13h34| Atualizada em 17/04/2018 às 16h33

“Para todos os jogadores e técnicos de futebol, a conquista de uma Copa do Mundo é o máximo que se pode desejar; agora não tenho mais planos imediatos para o futuro, e por enquanto só quero ir para um lugar distante e solitário em meu barco”(Marcello Lippi, técnico italiano, depois de ganhar a Copa de 2006).

“Não se pode entrar para a história do futebol sem ter desempenhado um bom papel numa Copa do Mundo: o trabalho no clube dá projeção aos jogadores, mas eles só entram na mente dos torcedores, inclusive dos adversários, quando representam o seu país” (Alessandro Nesta, jogador italiano).

“Não são necessários muitos recursos para se jogar futebol, basta apenas alguma coisa para chutar: as crianças entendem essa linguagem, e gostam da ideia de formar parte de uma equipe” (Kirk Friedrich, criador do “Grassroot Soccer”, programa de futebol como meio de prevenção à Aids na África do Sul).

 

“Rino”, rinoceronte, “Trator”, “Louco”, são definições públícas para uma mesma pessoa, um ex-jogador e hoje técnico de futebol, entroncado, 1m77 de altura, bigodudo, cara de mau: Gennaro Ivan Gattuso, italiano. Detestado por seus excessos em campo, ele no entanto também somou admiradores, que o denominaram “Coração Valente” ou simplesmente “Gladiador”, porque ele também foi isso – além de colecionador de cartões vermelhos, agressões absurdas, inimigos...

Na sua lista de vítimas de carrinhos violentos, socos, pontapés e tapas, constam por exemplo os atacantes Ibrahimovic e Cristiano Ronaldo, bem maiores e mais fortes do que ele. Gattuso parecia não ter tempo de escolher briga! Seu futebol não ostentava talento, só sabia destruir? Que fosse!

O gladiador contentava-se em tirar a bola dos adversários e dar o passe, o resto era com os companheiros criativos e os atacantes. Jogou 14 anos no Milan – de 1999 a 2012 –, fez 468 partidas e 11 gols pelo clube, ganhou dois campeonatos italianos e duas ligas europeias (e quando o jovem Alexandre Pato chegou ao Milan, em 2007, foi ele, o famoso Gattuso, generoso e humilde, o primeiro a receber o jovem brasileiro). Volante, volantão, malvado, foi assim que acabou campeão da Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

A seleção italiana tetra da Copa de 2006 tinha os talentosos Buffon, Cannavaro, Totti, Pirlo, Del Piero... Tinha o zagueiro Materazzi, e Camoranesi, argentino como Orsi, Guaita e Monti, campeões pela Itália em 1934. E tinha “Rino” Gattusso, aquele que não admitia perder.

Discreto e nobre – Vicente Del Bosque González ganhou a Copa de 2010 na África, e enquanto os jogadores da Espanha faziam a festa no campo, o velho, bigodudo e sóbrio técnico apenas sorriu, aliviado, e rumou direto e silencioso para o vestiário. Dois anos depois, em 2012, quando os espanhóis ganharam a Copa das Nações da Europa na Polônia e Ucrânia, foi a mesma coisa: sobriedade total. Por que haveria de ser diferente?

O meia Del Bosque começou a jogar futebol com 15 anos, em 1966, na sua cidade mesmo, Salamanca. Com 17, em 1968, chegou ao Real Castilla. Passou pelo Córdoba em 1971 e pelo Castellón em 1972, até conseguir em 1973 começar a brilhar no Real Madrid, onde parou de jogar só em 1984, após 12 anos e 312 partidas. Com o retrospecto também de 18 jogos pela seleção espanhola, de 1975 a 1980, Del Bosque mal largou as chuteiras e já foi para o banco de técnico.

Começou treinando no Castilla (de 1985 a 1990), trabalhou no Real Madrid em três períodos diferentes – 1994, 1996, 1999/2003 –, esteve no Besiktas da Turquia até meados de 2008. Aí voltou à Espanha e rapidamente começou a formar uma seleção vitoriosa, uma armada imbatível, na melhor fase da história do futebol espanhol.       

Dia 3 de fevereiro de 2011 Don Vicente recebeu do Rei Juan Carlos de Espanha o título de Marquês de Del Bosque, “por sua grande dedicação ao esporte espanhol e ao fomento dos valores desportivos”. Não ficam mesmo bem para um nobre manifestações de emoção e descontrole.

 

 

Agenda histórica do futebol gaúcho na semana

 

15.4, domingo

1974 – Fundação da torcida organizada Força Azul, do Grêmio

 

16.4, segunda-feira

1998 – Inter joga pelo campeonato gaúcho no Uruguai, 3x0 contra o Grêmio Santanense de Livramento em Rivera

 

17.4, terça-feira

2005 – Inter tetracampeão gaúcho, derrota de 2x0 seguida de vitória de  2x1 na prorrogação contra o 15 de Novembro em Campo Bom 

 

18.4, quarta-feira

1973 – Chargista Marco Aurélio publica fotos do zagueiro Figueroa, do Inter, nu, no jornal “Zero Hora”, e presidente da FGF, Rubens Hofmeister, adia rodada do campeonato gaúcho, reclamando “mínimos princípios éticos e morais em relação a um homem de exemplar conduta”

 

19.4, quinta-feira

1950 – Fundação do Cerâmica de Gravataí

 

20.4, sexta-feira

1969 – Primeiro Gre-Nal no Beira-Rio, 0x0: todos os titulares e reservas expulsos, menos meia Dorinho do Inter e goleiro Alberto do Grêmio

 

21.4, sábado

1926 – Fundação do Grêmio Atlético 9º Regimento de Infantaria de Pelotas, campeão gaúcho de 1935 (Grêmio Atlético Farroupilha a partir de 13.12.1941)

 

Últimas Cláudio Dienstmann

Paginas: [1] 2 3 Próxima »
Administrativo/comercial
51 3046-6114 - Ramal: 200
Redação
51 3046-6114 - Ramal: 202

redacao@diariodeviamao.com.br

Vinicius Ferrari - repórter
Guilherme Klamt - repórter/imagens
Silvestre Silva Santos - editor/economia
Maiara Tierling - administrativo/comercial
Rosângela Ilha - diretora
Roberto Gomes - diretor
Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
Desenvolvido por i3Web.
2016 - Todos os direitos reservados.

Rua Osvaldo Aranha, 43 - Sala 5 - 94410-630 - Centro - Viamão - RS