Sexta-feira, 20 de ABRIL de 2018

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opinião

De voooolta!

Publicada em 12/07/2017 às 09h35| Atualizada em 12/07/2017 às 11h21

É com muita alegria e satisfação que relembro bons tempos agora que volto a escrever para o DV. Caras, passaram-se pouco mais de 18 meses - um ano e meio - e, confesso, estava começando a perder as esperanças em voltar a trabalhar com aquilo que estudei por quatro anos na faculdade (na verdade, foram quatro anos e meio...) - e, também, aquilo que realmente gosto.

Para quem ainda não me conhece, fui repórter do Diário de Viamão por três bons anos. Em meus últimos tempos no jornal, enquanto ainda era impresso, fiquei mais focado na editoria esportiva e em minha coluna que tratava sobre o desempenho da dupla GreNal dentro e fora dos campos, mas também quebrava o galho onde fosse preciso.

 

Nova jornada

Deixei o jornal quando fui chamado em um concurso do Tribunal de Justiça do RS, concurso esse que eu nem lembrava mais ter feito. A verdade é que tomei novos rumos pensando mais na questão financeira do que na carreira propriamente dita. Confesso, no início tomei um choque de realidade: largar a rotina diária de produzir matérias e montar as páginas do DV foi quase um trauma. Mas, graças à minha paz de espírito tranquila, consegui manter o foco no novo caminho e me adaptei aos desafios que foram se apresentando no dia a dia. Na primeira semana quase desisti da carreira no serviço público. Agora eu tinha que fazer, diariamente, praticamente o mesmo serviço, sempre de forma administrativa, muito diferente de sair por aí telefonando, pesquisando, visitando fontes e escrevendo histórias que interessam a uma cidade, ou boa parte dela.

Foi um período breve, mas decisivo, em que, inclusive, me vi sem a principal pessoa que me aconselhava sempre que era necessário: minha noiva - que naquela época ainda era namorada. Ela viajava em férias com a mãe e a prima dela; e eu tive que segurar as pontas por aqui. Graças a Deus não fiz nada do que pudesse me arrepender futuramente. E, hoje, traço meus planos trabalhando todos os dias com os precatórios que o Estado paga às duras penas.

 

Uma vez...

Pelo menos por enquanto, nosso encontro vai ser uma vez por semana, sempre às segundas-feiras. Mas tenho planos de aumentar o ritmo e a minha participação no DV. O que pretendo trazer para vocês nas páginas do Diário, agora somente virtuais, são fatos e pensamentos do cotidiano. De tudo um pouco, eu diria. Inclusive, pretendo continuar dando meus pitacos sobre Grêmio e Internacional, por quê não?

Quero trazer a vocês, leitores, o meu ponto de vista sobre o mundo lá fora. E me considero capaz disso. Hoje sou uma pessoa bem mais madura do que há um ano e meio. Tenho mais vivência com coisas diferentes, pessoas diferentes e em diferentes aspectos. Mas também sei que tenho muito a aprender ainda.

 

Depois das apresentações

Bom, quem já me conhecia agora sabe por onde andei e o que fiz. E quem não me conhecia agora sabe um pouco da minha trajetória e meus anseios. Hoje estou um pouco mais feliz do que nas últimas semanas. Não só por escrever para vocês, mas por ver alguma evolução no meu time dentro de campo - o que andava realmente, incrivelmente, muito difícil, pra não dizer impossível.

Isso é outra coisa que ainda não falei. Quem me conhece sabe que sou colorado desde que me conheço por gente, de coração. Mas procuro analisar o desempenho da dupla com a cabeça e não com o coração. Ultimamente até os mais fanáticos torcedores desacreditaram no Colorado, mas agora parece haver uma luz no fim do túnel. A direção também precisa ajudar: falta um companheiro que complemente a atuação de D'Alessandro. Tá na cara que ele não tem mais o mesmo gás de quando chegou, mas ainda é um dos mais esforçados. Falta um Fred, um Aránguiz ou um Giuliano para jogar com ele e facilitar a vida dos atacantes. Ainda, falta posse de bola produtiva. Por que de nada adianta ter a bola e não fazer nada com ela. Mas não vou insistir nesse assunto por ora.

 

Primeira

Para minha primeira história, quero contar uma experiência que me fez pensar um pouco mais nas condições de trabalho e em como o povo é tratado mesmo nas necessidades. Não é um tema profundo, mas que, mesmo superficialmente, reflete o modo como o povo é tratado em praticamente todas as situações - e quando digo povo, estou falando das pessoas que tem que matar um leão por dia nesse país para garantir a sua subsistência.

Fui ao banco para pagar uma conta atrasada - por puro esquecimento deixei de agendar o pagamento para a data correta e precisei ir até uma agência da Caixa no centro de Porto Alegre, próximo do meu local de trabalho. Foi essa semana, o dia estava quente até, mas dentro do banco mais parecia que haviam esquecido o ar condicionado ligado em temperatura quente, cozinhando as pessoas que aguardavam por atendimento. Obviamente a agência estava cheia, até por que ainda tem muita gente tentando sacar os benefícios que foram liberados pelo governo nos últimos meses.

Levou cerca de 20 minutos para eu ser atendido. Enquanto esperava, via as pessoas aguardando em pé e ia ouvindo alguns murmúrios aqui e ali: pessoas que aguardavam desde a manhã naquele calor infernal e não contavam com o mínimo suporte. Fora o fato de não ter onde sentar, não vi um bebedouro e tampouco havia ventiladores para amenizar o calor ali. Ouvi pessoas dizendo que estavam sufocadas, enjoadas, que não aguentavam mais, mas já que esperavam por mais de três horas, não desistiriam agora. Sim, mais de três horas para tentar receber aquilo que tem por direito, mas que se arrastavam para ser dado a quem de direito por que só havia uma pessoa atendendo quem buscava esses benefícios...

Quando cheguei ao atendente do caixa, questionei-o sobre o calor. Ele me informou que o ar estava estragado há tempos e quem nem eles aguentam. Olhei atrás dele, vi um ventilador e comecei a pensar sobre o assunto. Lógico que o banco não vai melhorar as condições de atendimento ali. Ora, hoje com a facilidade de se fazer praticamente tudo por smartphones e computadores, para que incentivar as pessoas a irem até o banco? Essa é a mentalidade que enxergo, não só naquele banco, mas em diversos outros lugares. É aquele pensamento: "pra que facilitar, se posso complicar". Mas tinha que ser o inverso.

 É realmente uma pena que quem realmente precisa de um auxílio seja submetido a condições degradantes dessa forma. Se em 20 minutos eu saí suando que nem um porco, imagina quem aguardava atendimento desde cedo?

Como eu disse, olhando esse caso pontualmente, minha crítica parece oportunista. Mas o contexto é válido em diferentes situações diárias, principalmente quando se envolve algum poder público - por que na maioria são serviços planejados por políticos, quase sempre, sem conhecimento de causa, que não buscam a eficiência e a eficácia na prestação de serviços.

Para eles, o povo que se rale!

 

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