Sexta-feira, 20 de ABRIL de 2018

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opinião

Todos precisamos de ajuda

Publicada em 24/07/2017 às 10h37| Atualizada em 27/07/2017 às 16h26

Passei a semana inteira pensando no que escrever, observando com mais atenção as coisas que aconteciam ao meu redor. No final, nada me veio à cabeça como uma sugestão do que abordar na coluna de hoje. Eis que começo a pensar em mim e nas coisas que são importantes para mim ou que eu por muitas vezes considerei que não eram necessárias. Chego ao ponto em que, agora, tenho feito um acompanhamento psicológico semanalmente.

O que eu posso dizer sobre isso: antes eu dizia à mim mesmo e àqueles que são próximos que eu não precisava de ajuda, que as coisas eram como tinham que ser e que eu deveria aprender a viver do jeito que as coisas eram. Em parte, eu estava certo. Mas foi ao procurar ajuda desse tipo de profissional que eu vi que por mais que eu pudesse viver do jeito que vivia, as coisas não precisavam ser como elas eram.

 

Ninguém é perfeito

É bem como diz o título dessa retranca aqui em cima, ninguém é perfeito, e mesmo que fosse, não significa que não precisaria de ajuda. Eu pensava que podia lidar com as coisas da maneira como sempre fiz, do meu jeito, mas percebi que a gente nem sempre compreende o significado que alguns acontecimentos representam para nós mesmos, por mais que estejam bem ali, diante de nós.

É incrível como eu consegui abrir um pouco mais a minha cabeça para compreender como eu mesmo penso, exatamente, eu mesmo! Às vezes pensamos que agimos de determinada maneira por algum motivo, mas na verdade estamos apenas nos enganando, escondendo a verdadeira causa da nossa reação e, também, os sentimentos que não queremos sentir independentemente do motivo para isso. E além de aprender mais sobre mim, também aprendi mais sobre os outros, a entender mais o que os outros sentem - ou podem sentir.

Hoje eu sei que ainda tenho muito o que aprender, em todos os sentidos. O meu descobrimento de mim mesmo está apenas começando e estou gostando muito de começar a me (re)conhecer. Se até ontem eu muitas vezes dizia que fazia algumas coisas simplesmente por que gostava ou por que não tinha um motivo específico - o bom e velho "não sei" -, hoje eu estou começando a encontrar respostas para perguntas que eu nem mesmo imaginava. É incrível!

 

Pra desabafar

Se mesmo assim você não sente necessidade de procurar um psicólogo e se redescobrir, a minha dica é: procure mesmo assim. Conselho de quem já pensou dessa forma e hoje não sabe como não buscou esse tipo de ajuda antes. Vejam bem, vai ao encontro até com o que eu falei na minha última coluna, sobre relacionamentos abusivos. É um tipo de ajuda que todos precisamos.

Se ainda assim você acredita que não tem necessidade de ser ajudado, então pense da seguinte forma: por que não ter um "ombro amigo", alguém em quem poder contar seus anseios, preocupações, angústias e, por que não, desejos, objetivos e bons momentos que viveu ou quer viver? O psicólogo é a pessoa preparada para lhe ajudar em qualquer situação, sempre ponderando e incentivando a tomar atitudes que te façam bem.

 

Não pode ser qualquer um

Aqui fica outro conselho, não deixe que uma primeira impressão negativa te faça desistir de ter acompanhamento psicológico. Há alguns anos eu marquei uma consulta com uma psicóloga que só queria descobrir meus "podres", digamos assim. De cara ela já perguntou se eu tinha problemas com drogas, se era pai precoce, se minha família tinha casos de violência doméstica, entre outras coisas. Foi tentar colocar o dedo direto na ferida, mas era uma ferida que eu não tinha. E por mais que eu negasse, ela insistia, insistia, insistia, até que a consulta acabou e eu nunca mais voltei para uma segunda consulta.

Procure alguém que lhe escute, que dê seu tempo para se sentir bem e começar a falar aquilo que realmente sente. É absolutamente normal não abrir seus sentimentos com uma pessoa que você está vendo pela primeira vez na vida. Cabe à ela te fazer sentir confiança e, por consequência, te deixar revelar os verdadeiros motivos que te levaram ao seu consultório. Foi assim comigo nessa segunda oportunidade que tive, e foi por isso que todas as semanas aguardo ansiosamente pelas próximas consultas, mesmo sabendo que o assunto abordado por trazer à tona alguns sentimentos ruins que instintivamente escondemos à sete chaves. Sei que, no final, vou entender melhor os por quês disso tudo e não vou deixar que esses sentimentos negativos me consumam como consumiam há algum tempo.

E aí, quando você vai marcar a sua consulta?

 

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