Quarta-feira, 18 de JULHO de 2018

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opinião

Não perca tempo – e oportunidade

Publicada em 14/08/2017 às 16h41| Atualizada em 15/08/2017 às 06h30

Ontem foi dia dos pais. E mesmo já tendo passado o dia, não vejo motivos para não escrever sobre essa data. Na verdade, além de deixar registrado os meus parabéns a todos os pais que conheço e também para aqueles que são meus leitores, quero falar um pouco sobre os sentimentos que essa data desperta.

Quem me conhece, sabe que eu não sei quem é meu pai. E antes que pensem qualquer coisa, já antecipo: nunca tive vontade de descobrir quem ele era, ou é... Mas quem me conhece também sabe que, apesar de não ter tido um pai registrado, na prática, essa figura nunca me faltou.

 

De criação

Minha mãe me teve quando ainda era muito nova, com 16, quase 17 anos de idade. E quando eu vim ao mundo, minha vó assumiu a responsabilidade sobre mim. Então fui criado pelos meus avós maternos desde o primeiro dia, ainda que estivesse na companhia da minha mãe. Com o tempo passando, minha mãe foi morar em outro lugar e eu fiquei onde estava – diga-se de passagem – bem amparado.

Desde que eu me recorde, chamo meu avô de pai. Isso mesmo. Não me pergunte o por quê, pois não lembro do exato motivo disso. Muito provavelmente por que fui criado com meu tio mais novo, que é apenas 4 anos mais velho que eu, acabei observando ele chamar de pai e copiei o comportamento. Coisa de criança, aprender com o exemplo dos outros.

Mas se fosse hoje que eu precisasse decidir como chamá-lo, com certeza não mudaria o termo, o chamaria de pai, com muito orgulho. Apesar de todos os defeitos que qualquer um possa ter, de não concordar com tudo o que ele faz, pensa ou até mesmo me aconselha a fazer, nada muda esse sentimento. Foi o meu avô, junto com a minha avó, quem me criou, deu educação e, até hoje, dá o apoio que eu preciso quando pode dar.

 

Agradecer

É por isso que hoje só me resta agradecer por tudo o que meu pai fez por mim. Algumas escolhas podem ser questionáveis por vezes, mas sei que tudo foi feito pensando sempre no meu bem. Muito obrigado vô, pai e amigo, Roque Bringhenti – e parabéns por mais esse dia!

 

Sobre a oportunidade

No título da minha coluna falei também sobre oportunidade. Bom, o que quis dizer foi o seguinte: muitos deixam para dar um abraço depois, agradecer depois, dizer o quanto gosta de alguém depois... O problema é que pode não haver um depois. A oportunidade é agora.

A vida pode ser dura e nos trazer surpresas nada agradáveis muitas vezes. Por isso não deixe para depois. Se ainda não falou com seu pai, não agradeceu por tudo o que ele pode lhe dar, corra e faça isso o quanto antes para não se arrepender depois.

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