Quarta-feira, 18 de JULHO de 2018

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opinião

Corinthiano

Publicada em 21/08/2017 às 15h32| Atualizada em 22/08/2017 às 10h39

Nesse final de semana, mesmo não tendo acompanhado as partidas do campeonato brasileiro como costumeiramente faço, um fato se destacou no noticiário esportivo – e não foi por causa do que aconteceu dentro dos campos.

Apesar de o Corinthians ter finalmente perdido depois de ter passado todo o primeiro turno na ponta e sem deixar de pontuar em nenhuma rodada, o que se destacou foi a entrevista coletiva pós jogo com o técnico Vagner Mancini, que comanda o Vitória e impediu que a equipe paulista tivesse qualquer chance de igualar o inestimável título de campeão brasileiro invicto que o Internacional conquistou em 1979.

 

(im)parcialidade

A questão toda foi o que o repórter de uma rádio paulista perguntou para o técnico da equipe nordestina qual a receita para parar o líder do campeonato, apresentando estatísticas do confronto nada favoráveis ao Vitória. No entanto, os dados apresentados pelo repórter estavam incorretos, o que gerou o desconforto todo na entrevista.

Segundo o repórter, a equipe do Vitória teve menos de 20% de posse de bola e havia dado apenas um chute a gol em toda a partida, que culminou no gol da vitória contra o Corinthians. Irritado com o questionamento baseado em dados incorretos, Vagner Mancini acusou o jornalista de ser corinthiano e afirmou que ele estava sendo parcial – coisa que um repórter aprende a não ser, pelo menos na maioria das vezes.

A questão da parcialidade é algo a ser discutido. Aqui no RS temos alguns exemplos de jornalistas que assumiram para qual equipe torcem e, obviamente, isso gerou muita discussão no meio esportivo. Particularmente, penso que não há problemas em assumir um lado, descer do muro e mostrar pra todo mundo qual causa você defende. A questão é saber ponderar, separar a emoção da razão ao analisar os fatos, principalmente (ou não) quando se trata do “lado oposto”. E neste final de semana, apesar de eu não ter sentido uma acusação nas afirmações do repórter, o que ficou foi uma aparência de desmerecimento da vitória da equipe adversária, de um resultado que, pelas palavras do repórter, foi injusto, desmerecido e até mesmo algo surpreendente, principalmente se considerar que um time havia tido menos de 20% de posse debola na partida inteira.

 

O outro lado da moeda

A questão é que o técnico Vagner Mancini perdeu sua razão ao acusar o repórter da forma como o fez. Por mais incorretas as informações trazidas na coletiva, cabia ao treinador manifestar-se contrário às declarações e corrigir os dados. Mancini perdeu uma ótima oportunidade de ter sua admiração aumentada em todo o país. Pelo contrário, mesmo tendo razão, ele se colocou contra a opinião pública ao sair primeiro acusando para depois demonstrar o equívoco nas afirmações do repórter.

Não só no meio futebolístico, com alto envolvimento da imprensa, as pessoas devem ter muito cuidado ao se manifestar contrariamente à uma opinião. É claro que por se tratar de um esporte de massa, com toda a cobertura da imprensa, somando-se a isso ainda o fato de ter sido quebrada a invencibilidade da equipe corinthiana, que é uma das maiores torcidas do país, a repercussão das declarações de Vagner Mancini acabou sendo ainda maior do que as do repórter e com um impacto negativo maior.

Então, muito cuidado nas suas relações. Mesmo que não esteja rodeado pela imprensa ou por muitos amigos é preciso ter muito cuidado para não sair acusando injustamente – pois sem ter provas não se pode considerar justa uma acusação. São os dois lados da moeda: você pode se sentir prejudicado por uma colocação mal feita ou injusta, como foi o caso do repórter ao se pronunciar sobre a partida, mas por mais equivocada que seja, você não pode retrucar da mesma forma, pois nesse caso você estará fazendo isso de maneira proposital, o que é errado e tira toda a razão das suas ações. Cabe a qualquer um mostrar o equívoco e a sua razão, dessa forma, mesmo que no final se dê a entender que o posicionamento equivocado pode ter sido por maldade da pessoa, essa “acusação” não será execrada, apesar de ainda não ser correta – pois como dito anteriormente, provas são indispensáveis.

 

 

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