Quinta-feira, 19 de ABRIL de 2018

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opinião

Fidelidade a quem?

Publicada em 22/03/2018 às 17h08| Atualizada em 26/03/2018 às 09h52

O mais comum é associar fidelidade a uma relação amorosa ou sexual. Não é só nesses casos que empregamos o conceito. Também é bastante difundido por empresas com os seus planos e “cartões de fidelidade”. Na proposta comercial, o que se espera é que consumidores vinculem-se fortemente à determinada loja, marca, bem (produto) e serviço.

O que é este conceito tão carregado de subjetividade?

De acordo com o dicionário, é uma característica de quem é leal, confiável, honesto, verdadeiro.

Estamos sempre exigindo fidelidade dos outros. E de nós?

Somos verdadeiros com nossos sentimentos? Fiéis aos nossos princípios?

Acompanhando o noticiário político do país, vejo tantas pessoas envolvidas em corrupção que fiquei pensando nas famílias delas.  Até que ponto se consegue suportar ver alguém tão próximo identificado como desonesto e criminoso? 

Em casa sempre me foi ensinado que nome limpo é o maior patrimônio que eu deveria ter. Com esse princípio inculcado em meu modo de ser, nem imagino como trataria a questão. Qual o limite da fidelidade? Conseguiria confiar novamente?

Vivenciei, há alguns anos atrás, a situação de uma amiga cujo marido (hoje ex) tirou a vida de outra pessoa. Na ocasião, ele, até então considerado um pai exemplar, cidadão que “não mataria nem uma mosca”, estava em crise financeira, decidiu assaltar uma casa e matou a proprietária. Foi pego pela polícia no local e imediatamente preso. A família foi impactada, foi surpreendida, recusava-se a acreditar...

À minha amiga coube a dura tarefa de explicar aos filhos pequenos o que o pai tinha feito. Os amigos debandaram e os poucos que tentaram ficar por perto, como eu, foram afastados por ela. Talvez não quisesse que nossa proximidade evocasse a lembrança do ocorrido. Às crianças coube o fardo de carregar por toda a vida o sobrenome vinculado a um crime.

A confiança foi quebrada e a família desfeita. Teriam sido eles fiéis aos seus princípios? Nunca mais tive notícias dessas pessoas.

Eu sigo a vida, sempre me questionando até qual ponto vai a minha fidelidade em relação aos meus afetos e inflexível quanto à lisura do meu nome.

 

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