Sexta-feira, 23 de FEVEREIRO de 2018

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coluna do Leandro

No mundo do trabalho, inferno são os outros

Publicada em 19/12/2017 às 10h23| Atualizada em 21/12/2017 às 16h09

Quem disse que o inferno são os outros não fui eu, mas o filósofo francês Jean-Paul Charles Aymard Sartre (1905-1980) o que em parte é uma grande verdade. Afinal, quantas vezes a gente se pega (ou apega) pensando em como deve agir ou falar para que “os outros” nos vejam da melhor maneira, ou que sejamos aceitos de imediato.

Mas no fundo, bem no fundo da alma, porque isso é tão importante? Um pouco é a crença de que é natural “preocupar-se com o que os outros pensam”, o que se reflete nas milhares de frases feitas que bombam nas redes sociais sobre como ser isso ou aquilo!

Para Sartre, ser livre é uma condenação e a necessidade permanente de fazer escolhas é que nos leva a consequências que não estamos preparados para aceitar! Daí, vêm as frustrações, as ilusões, os arrependimentos e depois de tudo, começa tudo denovo.

Por que raios não nascemos com uma função pré-definida?! Ora, seria tão mais fácil. Bem, o que a vida me ensinou é que ela pode ser simples, mas nunca será fácil. Aceitar isso já é um grande começo para uma existência luminosa.

Agora, quando se trata do Mundo do Trabalho, aí é que esses “outros” mostram a sua fúria! Há muita mentira, muita ideia errada sobre como agir e ser nesse ecossistema laboral. Isso fará mais sentido se você pensar em quantos sapos já engoliu para manter-se num emprego, ou quantas vezes riu daquela piada sem graça do colega que é muito próximo do chefe em nome da boa convivência no ambiente de trabalho.

E nessa época então, quando distribuímos sorrisos naquele amigo secreto que não serve pra outra coisa que não deixar todos com a aparente sensação de que, mais do que colegas de profissão, são todos super-amigos. Sim, isso é cinismo típico do Mundo do Trabalho e uma aliment nutritivo para “os outros”!

Vale a pena?

É bom lembrar, porém, que nós somos “os outros” dos “outros”! Nossos colegas, diante de nós também percebem pensamentos julgadores, opiniões ácidas e olhares indiferentes.

E enquanto reclamamos de como alguém está nos impedindo de aparecer num projeto ou de um chefe que não valoriza o trabalho, pode ser, na verdade, que sejamos nós que não estejamos fazendo o nosso melhor e nos posicionando com verdade e amor-próprio.

Olhar para si, reconhecer e saber o que queremos de Fato e o que podemos de Direito é um passo importante para crescer e deixar esses outros no lugar deles que é o de “ser outro”. E assim, parar de culpá-los e aceitar e desenvolver-se com a multiplicidade e diversidade das pessoas que estão próximas de nós.

Uma nova consciência nos permite ver que o Paraíso são os outros também. Não me atreveria, de modo algum, a contrariar Sartre, mas tentarei sempre compreender o ponto de vista dele, remexer no meu próprio baú de experiências e aprendizados e buscar uma nova percepção sobre a melhor forma de se relacionar com as pessoas.

É curioso perceber que no idioma espanhol, por exemplo, o pronome NÓS é escrito e dito NOSOTROS (com a presença de NOS+OTRO). Esse carinho contido nas palavras pode vir bem a calhar no dia a dia e lembrar que os outros estão sempre presentes em nós mesmos! Bom trabalho!

 

 

 

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