Terça-feira, 11 de DEZEMBRO de 2018

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universo pop

Precisamos falar sobre Anitta

Publicada em 23/11/2018 às 10h34| Atualizada em 27/11/2018 às 11h20

Mais uma vez fazendo uma coluna sobre Anitta e mais uma coluna diferente. Para esta semana, decidi trazer uma crítica minha ao seriado Vai Anitta, documentário que acompanhou a vida da cantora. Escrevi pelo fato de ter ficado bastante indignado ao ver a série, que foi até meio difícil de engolir os rápidos 6 episódios.

Então vamos com Anitta

Quem acompanha minha coluna sabe que, na última sexta-feira, estreou na Netflix o seriado Vai Anitta, onde a vida da cantora foi acompanhada por câmeras durante os meses em que realizou o projeto Check Mate e um pouco depois disso. Basicamente, o seriado são 6 episódios falando sobre a cantora tentando sair do Brasil e atingindo o sucesso no exterior.

Precisamos falar sobre isso. Por quê? Porque o seriado foi uma coisa bem confusa. Se você ainda não assistiu, saiba que eu vou fazer comentários por aqui, então talvez você queira salvar para ler depois. Mas nada que ninguém não saiba - afinal, a vida dela é pública, então boa parte do que eu vou falar já é de conhecimento geral.
 


Documentário ou propaganda?

Pra começo de conversa, o seriado é uma propaganda internacional da Anitta. Basicamente fica o tempo todo mostrando como tudo o que ela faz é de sucesso, como ela é boa, etc. Chega a ser um pouco cansativo. Em alguns momentos, eles tentaram humanizar ela, mostrando seus lados "gente como a gente" - como quando uma amiga, super espontânea, abre o armário da cozinha e mostra que a cantora utiliza copos de requeijão. Eu não diria que esta fórmula deu certo.

O documentário também é sem profundidade alguma. Sério, são 6 episódios de 30 a 35 minutos cada, onde poderia ser explorado muita coisa. Se fosse juntar tudo que é realmente relevante dentro da narrativa, daria no máximo 1h30. Um ponto que eu considerei raso - e depois pude notar que não fui o único - foi sobre a depressão de Anitta.

 

Como assim, Anitta tem depressão??? É o que ela diz nas gravações. Depois do sucesso de Vai Malandra, a cantora disse ter tudo perfeito na vida, mas não se sentia feliz, pois estava com depressão. E é literalmente só isso que ela fala. Não tem nada sobre procurar terapia, não tem nenhum incentivo para as pessoas que realmente possam estar sofrendo depressão irem atrás de um tratamento. Assim como ela fala, no outro episódio isso já foi esquecido e tudo volta ao normal.

Outra coisa que foi bem, como posso dizer... conveniente? Anitta falar sobre bissexualidade. Lembram na época da eleição, quando rolou tudo sobre o #EleNão - eu até falei disso aqui - e Anitta ficou caladinha, só falou quando foi obrigado por Daniella Mercury? Nessa época, ela acabou se queimando com grande parte do seu público, os LGBT. Aí, no documentário, ela resolve falar sobre a sua bissexualidade. Numa câmera que parece gravada com celular, único take gravado naquele lugar. Parece coisa que ela decidiu gravar depois do seriado quase pronto só pra mostrar que está de bem com o público LGBT. Pois é.
 



O marido-ex-marido de Anitta aparece bastante na série, só que enquanto eles estavam juntos. Isso ficou muito estanho, pois agora eles já não estão mais juntos e, mesmo assim, mostrou como eles se apaixonaram, sobre seu casamento secreto na Amazônia, etc. Quando Jojo Todynho aparece, é para mostrar como a Anitta deu sucesso para ela e também para divulgar a breve carreira de Jojo. Foi tudo bem confuso.

Concluindo...

Num geral, não gostei do documentário. O formato série deixou tudo muito enrolado e cansativo. Ficar vendo só as conquistas da Anitta e uma tentativa forçada de mostrar "como ela é" foi péssimo. Gostei mesmo foi de ver depoimentos de artistas internacionais, como Rita Ora e Rudy Mancuso, sobre ela - mesmo que eles estivessem totalmente puxando o saco dela. Anitta até já comentou sobre uma segunda temporada. Será que vai ter mesmo? Sinceramente, espero que não. 

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Tainá Rios

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