Sexta-feira, 06 de DEZEMBRO de 2019

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universo pop

Bienal do Rio e a censura LGBT

Publicada em 13/09/2019 às 09h49| Atualizada em 15/09/2019 às 22h48

Quem acompanhou as notícias essa semana sabe do que rolou na Bienal do Livro do Rio de Janeiro. Para quem não sabe, eu explico: Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro, mandou recolher um quadrinho da Marvel após viralizar na internet que haviam dois personagens se beijando na história. Após esse anúncio - felizmente - o livro se esgotou.

 

No entanto, a censura não parou por aí. Tentaram barrar a literatura LGBT na Bienal, mandando até oficiais da justiça recolherem os livros. O youtuber Felipe Neto, apoiando a causa, comprou todos os livros da temática e mandou distribuir gratuitamente junto de um adesivo que dizia "Este livro é impróprio para pessoas atrasadas, retrógradas e preconceituosas".

 

 

Ainda na Bienal, rolou uma manifestação contra a censura, onde as pessoas levaram seus livros com conteúdo LGBT e protestaram. No dia seguinte, a Folha de São Paulo utilizou a imagem dos personagens se beijando nos quadrinhos para a capa do jornal. A edição esgotou, foi vista mundialmente e diversos países mundo afora comentaram sobre essa tentativa de censura no Brasil.

 

Vale lembrar que Crivella falou que iria censurar para "proteger as crianças", sendo que o livro mostrava apenas um beijo - não tinha nenhum conteúdo erótico, pornográfico ou explícito, o que é permitido por lei. E, como disseram na internet: se querem proteger as crianças, protejam dando educação de qualidade, bons serviços de saúde, melhorando a segurança para eles. Reprimir formas de amor não é proteger e muito menos focar no que deve ser melhorado.

 

Em pleno 2019, o caso é grave. a censura é grave. Nosso país já passou por um grande período  de censura, durante a ditadura militar. Nos dias atuais, é inadmissível - e, inclusive, contra a constituição - querer censurar algo. Temos direito de nos expressar e a população LGBT tem direito de se ver representada na literatura, no cinema, em tudo. Já não basta o presidente vetando estes conteúdos produzidos pela Ancine, não podemos deixar que eles censurem ainda mais.

 

Por isso, essa semana eu trago dicas de literatura e conteúdo com representatividade LGBT. Por mais que não seja do gosto de alguém, vai continuar existindo. Por mais que não seja do gosto de alguém, o que vale é o respeito. Digam não ao preconceito - seja ele de qualquer tipo. E viva a nossa liberdade.

 

A coluna de hoje é sobre isso. Procurei conteúdo na internet e, abaixo, deixei uma lista com dicas de livros e séries com personagens LGBT - que estão presentes na cultura e na nossa sociedade também, queiram censurar ou não.

 

LIVROS (clique no nome para ver mais)

 

Com amor, Simon - Becky Albertalli

Quinze Dias - Vitor Martins

Quero andar de mãos dadas - Victor Lopes

Conectadas - Clara Alves

O mau exemplo de Cameron Post - Emily M. Danforth

A garota dinamarquesa - David Ebershoff

Os sete maridos de Evelyn Hugo - Taylor Jenkins Reid

Minha versão de você - Christina Lauren

 

SÉRIES (clique no nome para assistir ao trailer)

 

Pose

Please Like Me

Sense8

Elite

Gatunas

Las Chicas del Cable

The Fosters

Everything Sucks

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