Quarta-feira, 14 de NOVEMBRO de 2018

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opinião

COM PLAYLIST | O que toca no seu rádio?

Publicada em 19/03/2018 às 14h45| Atualizada em 23/03/2018 às 17h42

Pode parecer estranha a pergunta do título, mas eu ainda adoro ligar o rádio! Que seja o rádio do meu home office, do carro, da sala ou o do celular. Tudo bem, você deve estar falando: “Tainá, nem existe mais rádio como antigamente!”. Sim, eu concordo. Poucas são as pessoas que ainda guardam essas relíquias em casa. Eu sou uma delas.

O rádio já ultrapassou várias gerações e já se renovou milhares de vezes! Já serviu para transmitir novelas, adaptou-se aos toca discos, foi repaginado para tocar os queridinhos CDs e atualmente, tem até bluetooth! Eu sou uma amante do rádio, sempre que posso permito que ele esteja ligado para me fazer companhia. E hoje quero compartilhar com vocês as músicas que sempre tocaram no eu rádio, seja ela de pilha, com vinil, no discman ou na função streaming.

Um dia você já foi fã. Se ainda não foi, é bem provável que um dia será. Eu tive duas fases, de pura euforia e paixão. A dupla pop brasileira, Sandy e Júnior, embalou todas as minhas festas de aniversário e marcou presença em todos os presentes de Natal. Todos os meses, eu tiro da gaveta os noves CDs da dupla. Ao apertar o play, um mundo inteiro se abre na minha frente: de alegria, de amor, de sinceridade e com muita diversão. Basta um piscar de olhos e já estou revivendo todas as emoções de uma criança de nove anos. E acreditem: eu ainda me emociono quando escuto a Sandy cantar!

Toda criança teve sua série, desenho animado ou novela infantil preferida. E que passava no SBT. Comigo não foi diferente. A versão brasileira de Chiquititas, exibida no ano de 1996, reunia todas as crianças da rua em frente à televisão para ensaiar todas as coreografias. Os aniversários não tinham nenhuma graça sem as danças das meninas do avental verde. Eram meninos e meninas dançando e cantando no mesmo ritmo. A saudade desse momento vai muito além das músicas (que eu sei cantar até hoje), mas das companhias e, principalmente, dos sentimentos. No nosso grupo não tinha diferença. Nós, crianças de seis a 13 anos, não enxergávamos as nossas diferenças de classe, de cor e de raça. Todo mundo saiba se divertir. Todo mundo brincava do mesmo jeito. Todo mundo gostava das mesmas coisas. Todos sentiam o mesmo sentimento: alegria em compartilhar.

A minha saga pelas novelas do SBT continuava e dessa vez era pura rebeldia. Estão ouvindo os gritos ao fundo? Isso mesmo, é o RBD chegando. Ah, como era bom ser fã de RBD!!! Todo final de tarde tinha um bom motivo para estar na frente da televisão: sempre tinha um clipe novo e uma boa reflexão no início da novela. Em nenhuma outra fase eu tinha colecionado tantas revistas, recortes de jornal, álbuns de figurinhas, DVDs e CDs. Era normal ir ao delírio quando eles apareciam no Programa Domingo Legal, chorar quando a Mia brigava com o Miguel em algum capítulo da novela e sair correndo pelas bancas de revistas da cidade procurar por uma pequena nota jornalística com o nome da banda. Naquela época, poucas pessoas tinham celulares com câmeras (e nenhuma delas tinha uma boa resolução) e ainda existia a opção de levar binóculo para tentar ver o palco mais de perto. Talvez, a ausência de toda a tecnologia tenha ajudado nas minhas lembranças. É mais do que nítido lembrar das imagens do show, do público gritando, das músicas, do show de abertura e da felicidade que era gritar 'yousoy rebelde' junto da Mía, do Miguel, da Roberta, do Diego, da Lupita e do Giovanni.

O RBD terminou e a euforia também. Eu entrava em uma fase musical mais calma. Durante todo o período do Ensino Médio, o estilo musical que e acompanhou foi o reggae. De Armandinho a Filosofia Reggae. Eu carregava comigo uma energia positiva, eu ouvia para me energizar. Eu sentia uma vibração forte, eu adorava ir aos shows e, acreditem, era mágico. O reggae me encontrou na melhor fase da minha vida, a adolescência e as experiências não seriam as mesmas sem a essa batia que te acalma e te faz refletir.Tudo ao mesmo tempo. Mas fiquem calmos, eu não vivia apenas no balanço da rede e na calmaria do mar. Eu também aprendi a dançar. Toda semana tenha um bom churras da turma ao som de algum pagode conhecido. Eu sei todas as letras do SPC até hoje. Me julguem!


O tempo passou, o Ensino Médio acabou e eu precisava seguir outro caminho. Foi quando o rock me abraçou. Eu partia para uma vida adulta, com muita chatice e pouco tempo. O primeiro contato foi com o Oasis.

Eles entraram na minha vida exatamente no momento em que deixei a Região Metropolitana para estudar na capital. Que coisa mais chata era entrar na sala daquele cursinho pré-vestibular e não conhecer ninguém. Mal sabia eu que ali começava uma nova etapa e com muitas coisas boas. A primeira música da banda que ouvi foi Wonderwall e da melhor forma possível: voz e violão. O cantor era o professor de matemática que sempre dava um jeitinho de aliviar a tensão pré UFRGS. É claro que eu era a única que não sabia cantar (ou pelo menos era o que parecia). Mas e aí? Era a minha entrada para um mundo completamente diferente. Ou melhor, era o meu gosto musical que estava se aperfeiçoando.

Depois veio a faculdade e um grande amor. O Nei. Sim, ele mesmo, o Nei Lisboa. Ah, colegas da faculdade muito obrigada por ter me apresentado esse tesouro. Eu virei fã! Das composições, dos shows, dos livros e desse ser humano. Em meio aos trabalhos de jornalismo surgiram outras paixões: Cascavelletes, TNT, Garotos da Rua, Cássia Eller, Vera Louca, Legião Urbana e todos os outros que se diziam do rock. Eu mergulhei literalmente nesse mundo.

“E hoje, você escuta o quê?” Tudo isso e mais um pouco. Segundo os logaritmos do Spotify, eu sou o perfil “Brasileirinho”. O que mais tem na minha playlist é MPB, de Jorge Vercilo a Fat Family, passando pelo empoderamento de Rita Lee até o som dançante do Tim Maia. Como eu sei que não tem graça falar de música sem música, resolvi compartilhar com vocês o que toca no rádio! Basta apertar o play e sair sonhando junto comigo.

 

 

E não esquece: liga o rádio e deixa a música te levar!

 

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