Quinta-feira, 16 de AGOSTO de 2018

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opinião

Vai um cafuné aí?

Publicada em 26/03/2018 às 14h58| Atualizada em 28/03/2018 às 16h31

Era uma tarde de sábado nublado e dois carros cheios de doces seguiam o mesmo caminho. O destino? Um lugar para dar e receber carinho. Quando chegaram lá, toda a bagagem foi colocada na mesa e todos os convidados sentados já estavam a esperar. Ouviam-se palmas e gritos de boas-vindas! E sem muita demora os doces foram distribuídos entre os convidados e os donos da casa. A chuva que era prometida chegou a tempo para cumprir o seu papel: anunciar o início de mais uma estação.

Uma história fofa, não é mesmo? Sim, se contada sem os detalhes.

A casa trata-se de um asilo. Os convidados, um grupo destinado a fazer ações sociais. E os donos da casa? Os avós. Pode parecer triste, e na realidade é triste. Muita gente se emociona com a tristeza e as lágrimas caem. Mas pensem bem, meus queridos, o que mais poderíamos doar se não fosse um pouco da nossa atenção? Mergulhem nas suas lembranças de infância. Seus avós estavam presentes? Os meus, sim e ainda estão. As memórias de uma casa cheia de crianças, uma mesa cheia de discos de vinil a nossa escolha, a mais cansativa e vitoriosa corrida em busca dos ovinhos de páscoa... o colo de um avô. Nada disso deve nos fazer chorar. A saudade só deve encher o nosso peito de alegria! As boas lembranças nos ajudam a crescer com mais otimismo e saúde. Todos nós seremos bons netos aos olhos dos nossos avós. E todos iremos cumprir o papel de avós-heróis. Todos nós seremos mimados por um bom cafuné. Ou quem sabe um prato bem farto da nossa comida favorita...

Dê atenção. Espalhe o amor. Abrace mais. Distribua cafunés nos seus avós e nos avós que estão por aí.

Talvez, eu ainda não tenha as melhores palavras para descrever o que sentimos quando visitamos algum asilo. Mas posso afirmar que aprendemos muito. Com as lágrimas de tristeza, com os pedidos de perdão, com os sorrisos tímidos e com as perguntas antes das despedidas: “vai voltar quando, querida?”. Em breve.

Meu muito obrigada a todos os avós. Os meus de sangue e os que a gente ganha pelo caminho percorrido. Fiquem cientes que o abraço de vocês pode curar qualquer tristeza. E aos netos, cuidem bem dos seu avós e não esqueçam de perguntar: “vai um cafuné aí?”.

 

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