Terça-feira, 17 de JULHO de 2018

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opinião

Quando a gente precisa crescer

Publicada em 14/05/2018 às 14h| Atualizada em 18/05/2018 às 10h11

Há quanto tempo vocês perceberam que estava na hora de crescer? Aprenderam que a roupa não se lava sozinha, perderam o medo da panela de pressão e conseguiram ir no supermercado e voltar apenas com o necessário? Pois bem, queridos leitores, eu estou nesta fase. Os cientistas afirmam que a vida adulta começa aos 25 anos e no meu caso faltam 56 dias, exatos, para chegar a maioridade. Sim, é assustador. 

Há 10 anos, eu sonhava com o País das Maravilhas, que chegaria na vida adulta super bem-sucedida, com casa própria, carro do ano, várias viagens na bagagem e um cartão de crédito sem limites. Sem falar na carreira profissional! Quase uma Fátima Bernardes do jornalismo brasileiro. Só que eu não sabia que a fada madrinha não estava no mesmo filme da Alice e a gente precisava correr atrás.

Eu percebi que tudo tem um valor e no lugar dos sonhos surgiram as dúvidas: se comprar um sofá novo já é caro, imagina um imóvel inteirinho?! Porque a gasolina é tão cara? Mas tem que pagar estacionamento em tudo? Como assim eu preciso ter 10 anos de experiência na área? Eu me formei há um ano! Por que o meu perfil não se encaixa na empresa? Minha mãe sempre disse que eu era uma boa menina... Imaginem os adolescentes que tiveram filhos? Amigos, vocês são tipo os heróis das histórias de quadrinhos. Haja disposição para equilibrar tudo isso.

Assim como a Alice no País das Maravilhas, eu percebi que tudo isso não existe. Ou melhor, só no nosso imaginário. É preciso correr atrás dos nossos sonhos, mas com as nossas próprias pernas. E se elas forem pequenas, vá devagar. Todos nós temos um lugar reservado em algum lugar desse mundão. E o que eu aprendi? Que os meus sonhos continuam, eu só refiz todos os cálculos! Uma casa própria daqui uns sete anos (mas qual o problema de morar com os pais?), Uber é tri fácil de usar e econômico, viagens para o interior do Estado são super legais, a fatura do cartão de crédito chega até você, mesmo não querendo... e gente, eu nunca quis ser a Fátima Bernardes!

Mexendo nas minhas lembranças, redescobri uma música que eu vivia cantando sem descobrir o verdadeiro significado. Deixo com vocês, queridos leitores, uma composição do Chorão, da banda Charlie Brown Jr. Peço que prestem atenção quando ele diz assim: “Um dia acontece e a gente tem que crescer. Temos que encarar a ‘responsa”, mas eu não deixei de achar graça nas coisas, simplesmente hoje quero ser levado a sério”.

 

 

 

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