Quarta-feira, 14 de NOVEMBRO de 2018

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Oi, filho

Seu filho: a única conexão que interessa

Publicada em 08/11/2018 às 16h28| Atualizada em 12/11/2018 às 09h11

O Beni é uma criança extremamente sociável. Pede colo na cara dura para meus amigos e para nossa família. Quando tu menos espera ta ele descendo de um colo e subindo em outro, dando os bracinhos e balbuciando “ah, ah”.  Isso é muito legal, pois quando precisamos sair (pais saem a noite, viu gente?), saímos mais tranqüilos, sabendo que nosso bebê está bem mesmo nós não estando por perto. Mas este não é o caso, o que importa nesta história é que sempre que estamos em um grande grupo perdemos o Beni para os tios, avós, bisas e dindos. Ele nem quer saber se estamos por perto ou não, vai logo pipocando de colo em colo, igual quando éramos pequenos e ficávamos revezando o controle do vídeo-game com nossos irmãos.

- Passa a merenda – era o código lá em casa quando o jogador da vez perdia e tinha que passar o controle para o outro.

Acontece que tirando o tempo que o Beni está dormindo, o tempo da creche e o tempo que estamos em grupos grandes, não sobra tanto tempo assim para curtir a compahia da nossa “merendinha”. No último feriado fomos para o litoral. Sábado o Beni começou a rançar de sono,subi com ele para o quarto e acabamos dormindo os dois, por várias horas a finco. Quando acordamos o grande grupo já havia encontrado programa e Beni e eu ficamos sozinhos no quarto. Brincamos de guerra de travesseiro, montamos barraquinha com os colchões e cobertores, brincamos de se esconder e também de quem gritava mais alto.

Por uma tarde éramos só eu e ele, e foi ali que eu percebi o quanto nossos filhos são dependentes da gente e em como enxergam em nós seus melhores amigos. Tirei desta tarde um aprendizado óbvio, mas que deve ser sempre reforçado: o meu maior seguidor/leitor/admirador é o meu filho.

Na correria do dia a dia, nas obrigações que se acumulam em nossas mesas e em nossas vidas, é muito importante tirarmos um tempo só para eles. Esquecer celular, deixar para lá o email ou o telefone. Fingir que nada mais importa no mundo, porque a verdade é que o email pode esperar, o telefonema você pode dar depois, mas seu filho vai ter essa idade apenas uma vez na vida.

No final do dia caminhamos na beira da praia juntos. Desviamos das conchinhas no chão, fizemos carinho nos “au-au” e molhamos os pés na água do mar. Heráclito, que viveu mais de 500 anos antes de Cristo, disse certa vez que “Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou.”

Encerrei o passeio com essa frase na cabeça, o quanto um mar pode mudar a gente.

 


 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma sessão de fofura passando pela sua timeline.

Uma publicação compartilhada por Vinicius Ferrari (@instadovine) em 3 de Nov, 2018 às 11:05 PDT

 

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