Domingo, 17 de NOVEMBRO de 2019

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50 anos

Vida longa ao nosso Farroupilha Estadual

Publicada em 06/05/2019 às 14h51| Atualizada em 15/05/2019 às 14h34

Meu primo Thiago e eu temos 11 meses e três semanas de diferença de idade e quando eu tinha seis e ele sete, meu irmão mais novo, Gabriel, nasceu. A tia Isa, vez ou outra, acabava me levando para a pré-escola, que ficava no caminho da escola onde meu primo cursava a primeira série. Em 2000 entrei pela primeira vez na Escola Estadual de Ensino Médio Farroupilha, na hora da entrada para largar o Thiago. 

Um ano depois eu comecei a estudar lá. Esperava minhas primas, Bruna e Joyce, no portão de casa para subir juntos. Freegels de melão e chiclé Baba de Bruxa eram guloseimas frequentes no caminho até a aula, comprados na padaria da Pema, bem na entrada da Querência. Quando cheguei no ensino médio, a professora Ana Cristina, de Física, passou a me chamar de Ferrari, por ter dado aula às minhas primas. Depois de mim ainda vieram estudar no colégio minha prima mais nova, Alline, e meu irmão Gabriel. Ao todo, seis Ferraris passaram pelos muros do Farroupilha. É difícil encontrar algum aluno naquela escola que não tenha uma história parecida, de relação pessoal e familiar com a escola.

Foi no Farroupilha que solidifiquei amizades que levo comigo até hoje, que encontrei amores, que estudei muito e me diverti mais ainda. Foi lá que assumi o Grêmio Estudantil e junto com pessoas incríveis fiz a rádio da escola voltar a funcionar, promovemos festas e ajudamos a pensar uma escola melhor. Uma vez até a chave da escola ganhei para fazer um evento. Imagine a responsabilidade! Sentei algumas vezes no sofazinho do SOE, para conversar sobre desentendimentos, principalmente com o Luis Jorge, meu maior antagonista no ensino fundamental e um dos meus melhores amigos no médio e fora dele, até hoje. 

Nestes cinquenta anos o Farroupilha já passou por muitos momentos delicados, como morte de alunos queridos, caminhões invadindo os muros da escola, fora os problemas estruturais pelos quais todos os prédios públicos passam: sucateamento. Já fomos comparados ao Carandirú pelas péssimas condições das acomodações mas nunca desanimamos e nos últimos anos, excelentes diretores passaram pelo Farroupilha, reacendendo a esperança de dias melhores e mostrando que basta ter boa vontade e competência técnica para fazer a coisa pública andar.

Na última semana o vereador Nadim Harfouche, morador da região e pai de dois alunos formados na escola e um que ainda lá estuda, homenageou o Farroupilha pelos seus cinquenta anos de fundação. Meio século de uma escola que traz a comodidade de estar instalada na RS 040 e por isso trazer alunos de vários cantos de Viamão, com o espirito acolhedor e ambiente familiar de quem está a poucos metros de uma das maiores e mais importantes comunidades do município, o bairro Querência. 

Me arrisco a dizer, pelas falas dos homegeados e pelas visitas recentes que fiz a escola que o Farroupilha viva hoje uma de suas melhores épocas, com uma equipe diretiva capaz de fazer e alunos dispostos a manter tudo em ordem. O casamento perfeito, almejado por qualquer comunidade escolar. 

Em tempos tão difíceis para a educação pública, principalmente para os professores, é emocionante ver uma escola dar certo, como tantos outros bons exemplos aqui da nossa cidade. Vida longa ao nosso Farroupilha! 

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Tainá Rios

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