Domingo, 15 de DEZEMBRO de 2019

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OPINIÃO | Guto está certo em querer acabar com os fiscais do ônibus, mas

Publicada em 05/06/2019 às 13h21| Atualizada em 10/06/2019 às 10h11

É uma noite qualquer entre 2012 e 2017, preciso caminhar quatro quadras entre a Unisinos Porto Alegre, na Nilo Peçanha, e o viaduto da Carlos Gomes para conseguir pegar um T11 e descer até a Bento para embarcar no Viamão. O pequeno trecho é escuro e perigoso (fui assaltado uma vez, meus colegas tantas outras), e a única coisa que o jovem universiário pensa depois das 22h é voltar para casa e encontrar seu maior crush: a cama.

Chega na Bento, desce e espera o bus na Igreja São Jorge. O metropolitano comum, é claro, pois mesmo que queira, é impossível pegar um semi-direto naquele ponto da avenida, pois estão sempre cheios. O pinga vem, lotado é claro. O empurra-empurra começa e você procura um lugarzinho (lugarzão no meu caso que sou corpulento (gordo, mas essa palavra é massa)) e quando finalmente consegue se instalar o coletivo para na 31. Se os fiscais subirem rápido agradeça, pois muitas vezes o ônibus fica parado atrás de outro, numa charmosa fila indiana, repleta de ônibus esperando para ter seus funcionários fiscalizados por outros funcionários.

Como passageiro, é horrível ser contado como gado e ficar mais 3 ou 5 min parado, esperando a contagem. no lugar do cobrador, sempre imaginei a humilhação de ter o trabalho fiscalizado três vezes em uma só viagem. Sim, uma na 32, uma quando chega na garagem e outra na 42, pois em 10 paradas o cobrador pode querer roubar um pouco mais. Isso quando o fiscal não vem pedir o tal talãozinho. Não querendo parecer soberbo, mas eu nunca dei. Sempre fui o passageiro revoltado que não quis entregar o talão.

Agora, Guto Lopes, o vereador sem partido, ex-Psol e quase PDT, quer acabar com o trabalho dos fiscais. Em um post no Facebook, Guto disse que levou a Metroplan, justificativas para que se acabe com os três pontos de fiscalização no município. Na opinião deste colunista, Guto está certo em querer acabar com os fiscais, mas é preciso ver o outro lado da moeda, ou da roleta, como queira.

Em uma pesquisa rápida na internet, descobrimos que a Transcal, que administra parte das linhas intermunicipais de Cachoeirinha, possui três tipos de passagem diferentes: Comum, Semi-direto e executivo. A Soul que atende a co-irmã Alvorada tem oito entre municipais e intermunicipais e a Sogil, de Gravataí 12 passagens diferentes. Em nenhuma dessas cidades há tantos fiscais quanto em Viamão, mas pudera, a Empresa Viamão informa em seu site que são 57 – CINQUENTA E SETE – possíveis tarifas.

Longe de ser corporativista, mas a Empresa Viamão embora incomode seus passageiros com as paradas de fiscalização precisa administrar um sistema de transporte do tamanho de toda a cidade. Com as últimas empresas compradas, passou a operar em 100% do território. Se faz isso a contento, se a passagem é justa, se cumprem os horários isso é uma outra discussão, mas os talõeszinhos são encarados pela empresa como um mal necessário.

Se a ida de Guto até a Metroplan vai acabar de fato com a fiscalização? Acredito, sinceramente, que não. Mas é bom ver uma movimentação política que diga o que todo mundo que pega ônibus nessa cidade quer dizer: esses papelzinhos são um saco. Fica a provocação para que a Viamão pense em outras formas de fiscalização. Não dá mais.   

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Tainá Rios

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