Quinta-feira, 14 de NOVEMBRO de 2019

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coluna do prof Bruno

Individualmente coletivo

Publicada em 06/09/2019 às 10h17| Atualizada em 09/09/2019 às 12h45

O domínio dos filmes de super-heróis nos cinemas está tornando habitual o antes silencioso ambiente das salas de sessões parecer cada vez mais com um estádio de futebol. Tá bem. Estádio de futebol é exagero. Mas certamente pode ser feita a analogia com um evento esportivo em um ginásio ou um pequeno show musical.

 

A primeira vez que presenciei algo do tipo foi antes do Homem de Ferro popularizar as novas leis da física, durante o filme Tropa de Elite 2, quando o Capitão Brasileiro, não, Nascimento, arranca um político corrupto de seu carro e o deixa ensanguentado no meio da rua, após algumas ameaças de morte e sob a mira de metralhadoras. Apesar de fazer muito sentido o público vibrar com o que eles gostariam que acontecesse na vida real, mas somente poderiam presenciar nas telas – de cinema e não dos telejornais – achei estranho pessoas se manifestarem.

 

O fato é que essa prática aumenta a cada super lançamento aguardadíssimo pelos fãs, deixando cada vez mais à vontade quem grita e comemora ou, pior ainda, faz comentários. Se você me conhece e é adepto a fazer comentários durante os filmes, por favor, não fale mais comigo. Ou pelo menos não me convide. Para tudo há hora e lugar adequados. Se quer assistir um evento cuja emoção é tão grande que dá vontade de gritar, vá ao estádio torcer para o seu time, ou prestigie uma apresentação ao vivo da sua banda favorita. Nesses locais sim, o errado é quem fica quieto e quer silêncio.

 

Há regras implícitas para a convivência social e entre elas está o respeito ao espaço do próximo. Neste caso, o espaço auditivo. Há uma invasão quando se fala no cinema. Pessoas pagam para assistir e ouvir o que os personagens fazem e falam, não alguém emocionado com seu super-herói favorito usando um martelo mágico pela primeira vez. Claro, concordo que seja um incomodo muito superficial diante das agruras vividas todos os dias, mas é assim que a humanidade evolui. Nos concentramos e esforçamos para resolver os grandes problemas. Os pequenos podem ser objeto de colunas de jornal, mas não deixam de ser algo propício para o debate.

 

Respeitar os espaços dos outros é essencial para o bem-estar coletivo, tanto fazendo silêncio no cinema, usando fones de ouvido nos transportes públicos, não gritando no celular na fila do caixa, não encarando as pessoas para não as deixar constrangidas. Se cada um fizer a sua parte, todos serão beneficiados.

 

*Quem escreveu a coluna do Bruno de hoje foi seu amigo, Gustavo de Assis Guedes.

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