Segunda, 17 de JUNHO de 2019

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Um olhar sobre a diversidade racial no Brasil

Publicada em 04/06/2019 às 14h33| Atualizada em 14/06/2019 às 16h10

*Agostini | de Moçambique.

Fala galera, tudo bem?

Sou um dos privilegiados por viver diferentes experiências em alguns lugares e continentes. Mas no meio de tantas realidades, algo chamou a minha atenção.

Nos países africanos onde a maioria são negros muitos ocupam lugares cimeiros, cargos de pastas ministeriais muito importantes em diversas áreas. Nunca vi descriminação ou racismo por cor de pele e etc, pois, cada um dá o seu contributo para o bem do país. Ninguém se sente excluído por ser negro, mulato/pardo ou branco.

Em Portugal por exemplo onde tive a oportunidade de morar por bom tempo que é um país lusófono como o nosso vi cargos a serem ocupados por afrodescendentes incluindo no governo. É o caso da ministra da justiça portuguesa só p citar algum exemplo. Vi tbm eurodeputados de diferentes raças já que tbm tive a oportunidade de conhecer outros países da Europa. 

Bom, com tudo isto algo me deixa um pouco perplexo no nosso caso cá no Brasil onde mais que a metade da população é preta negra. 

Com mais tempo morando no país tenho visto que os da maioria (pretos/negros) são praticamente inexistentes em governos e pastas ministeriais de grande relevo. 4% dos deputados somente são negros segundo as eleições de 2018, o que acho absurdo uma vez que sendo a maioria da população negra era lógico que houvesse proporção ou mesmo igualdade nos cargos e no governo. 

Não me lembro de um e único negro ministro talvez esteja enganado. Mesmo que houvesse 1, 2 ou 3 não significaria nada pelo elevado nro dessa raça.

Tenho visto alguns delegados, um juiz ali e reitor só conheço o da Faculdade Zumbi dos palmares. 

Em Salvador, na Bahia onde tive a oportunidade de conhecer e onde a maioria são negros talvez haja alguma proporção significativa, enfim...!

A questão de reflexão é: O que motiva para que esta maioria seja inexistente e representativa em muitos setores de serviços principalmente nos ministérios ou governo? 

Como incutir ou conscientizar este povo a lutar pelos seus direitos? E os governantes que escolhem (digo que escolhem pq eu não voto) que políticas têm levados ao debate na câmara dos deputados ou no Senado p reverem e acautelarem esses aspetos? 

Ou são daqueles que fazem propaganda eleitoral p serem eleitos p melhorarem as suas condições salariais e quando chegam lá tudo deixam p atrás?

Gente, não podemos só pedir saúde, educação e segurança, mas tbm temos de exigir equidade em oportunidades. 

Sei que há políticas de cotas nos concursos e universidades e etc, mas não vi políticas de cotas nos governos e ministérios.

Bom, foi uma reflexão para cada de nós.

Não sou da área de ciências sociais gente e nem sou ativista social. Mas fiz um olhar mais atento e radiografia comparativa com outros países...Sou Geocientista e atuo em Geologia, principalmente em Recursos Energéticos.

Para terminar desejo uma forte luta e militância aos membros do grupo e avante!

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