Segunda, 21 de OUTUBRO de 2019

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Publicidade

Facebook

ubuntu viamão

Profissão ladrão

Publicada em 25/06/2019 às 11h05| Atualizada em 26/06/2019 às 11h10

* Vantuir Emerson, integrante do movimento UBUNTU Viamão

Estranho o título, não?!

Nos tempos atuais não muito... Você deve estar pensando: nossa! Ele viajou legal... Mas, se formos analisar com um olhar econômico, iremos observar o quanto o sistema lucra sem "sujar" as mãos. No momento que é roubado algo de alguém, automaticamente um núcleo de vantagens é erguido ao seu redor. Vamos pensar juntos...

Alguém compra um carro, esse mesmo veículo para ter sua liberação de uma revendedora  vai desembolsar do seu comprador entre taxas de liberação e impostos uma quantia significativa além do seu real valor. Agora quando o mesmo carro é roubado... O sujeito irá acionar a seguradora, levando o boletim de ocorrência e mais toda a papelada prevista. Só nessa primeira parte ele já pagou uber, ou ônibus, ou táxi ou um amigo ou alguém que pudesse o levar ao lugares necessários, agora acrescentaremos o novo veículo a ser adquirido, a nova apólice de seguro e novamente a liberação do veículo....

O mesmo podemos observar se a sua casa for roubada, o seu celular ou mochila. Tudo gira para que você volte a obter os produtos que "perdeu"... Então porque diminuir a criminalidade se ela faz com que o comércio fature mais e mais. Não é loucura... É a pura realidade, parece estranho mas, hoje em dia ser "ladrão" virou profissão. O mesmo acontece em outros seguimentos da sociedade, em outros patamares de classes. Antigamente o "furto" e a "criminalidade" eram atribuídos aos assaltos a mão armada e ninguém entendia o porquê do crescimento astronômico se, todos trabalham para que o crime diminua. Mas, então tu observa e entende que o sistema é maior do que podemos enxergar... Tu entende que a lógica é muito mais simples do que se parece. Por quê fazer algo que dure? Se o lucro irá aparecer na hora de repor a peça! Por quê prender o assaltante? Se tu pode pegar a mercadoria dele, liberá-lo para que ele te dê mais lucros futuramente! E aí vêm onde iremos chegar...

Como essa violência é combatida, enfrentada e tratada pelo poder público? Com a prisão do homem errado, caso de 14 de maio de 1987  em Porto Alegre, onde um operário negro Júlio César de Melo Pinto foi executado por policiais militares? Essas interrogações permanecem no cotidiano dos negros brasileiros pois da mesma forma que o capital avança exigindo o consumo e alienando as pessoas em mercadorias  , ocorre também a seletividade de culpados e transgressores desde Cesare Lambroso e Nina Rodrigues, higienistas que legaram contribuições racistas para o Direito Penal o crime no Brasil ainda é tratado de forma que o indícios dos suspeitos sejam observados através dos fenótipos.

Citei exemplos históricos e como não faltam fatos acrescento os 80 tiros no músico pai de família no Rio de Janeiro e a relação hostíl entre a polícia e as comunidades de Viamão que também não faltam casos de abuso de autoridade, racismo e prevaricação ( quando o funcionário público deixa de fazer ato do seu ofício), quantas vezes precisamos da polícia e ela não vem!?

Resumo a segurança pública com a seguinte frase: "Gente pobre de uniforme machucando gente pobre sem uniforme e com fome, para proteger gente rica sem uniforme e sem fome".

Últimas Ubuntu Viamão

Paginas: [1] 2 Próxima »

Tainá Rios

Redação, sugestão de pautas e redes sociais
51 9 9306 0162
redacao@diariodeviamao.com.br

Vinicius Ferrari

Direção Geral e administrativo
51 9 9962 3023
vinicius@diariodeviamao.com.br

Vitor Zwozdiak

Departamento Comercial
comercial@diariodeviamao.com.br

Ao reproduzir uma de nossas matérias, é ético citar a fonte.
As opiniões assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam a posição do jornal.
Desenvolvido por i3Web.
2016 - Todos os direitos reservados.

Rua Osvaldo Aranha, 43 - Sala 5 - 94410-630 - Centro - Viamão - RS