Terça-feira, 19 de NOVEMBRO de 2019

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coluna do gustavo

Campeonato de Skate

Publicada em 06/11/2019 às 13h25| Atualizada em 13/11/2019 às 12h31

Semana passada escrevi sobre a dupla GreNal e a forma que considero ser a mais saudável para acompanhar competições de futebol. Mas hoje quero falar de um campeonato diferente, ocorrido há alguns meses na quadra onde são realizadas as atividades do Projeto Social Skate na Comunidade.

A criançada estava reunida entre amigos, alguns com seus próprios skates e outros com os montados pelo projeto graças à doações. O clima entre eles era de um certo nervosismo porque desta vez não iriam apenas participar de uma aula. Naquele dia foram lá para competir, mostrar o que conseguem fazer em cima de uma tábua com rodinhas, em um percurso com obstáculos improvisados, tentando realizar o maior número de suas melhores manobras. Apesar do ambiente estar diferente por causa da competição que rolava – não mais pesado, mas certamente mais tenso – mesmo assim a essência do que queríamos passar para os alunos estava presente: que a competição deve ser encarada como forma de evolução pessoal, aceitar o desafio e tentar melhorar o seu desempenho, respeitando o concorrente e até mesmo o incentivando, reconhecendo suas qualidades para que todos possam crescer juntos.

Foi inspirador ver os pequenos adversários elogiando os acertos e incentivando uns aos outros a se levantar e tentar de novo a cada erro. 

Com a ajuda das almas iluminadas dos doadores, conseguimos garantir pelo menos um prêmio para cada participante, sendo que o mais cobiçado era um shape novinho. O brilho no olhar da criançada pela chance de mostrar suas habilidades na frente dos colegas, professores, pais e amigos era muito interessante. Ainda mais quando viram que havia uma bela premiação em jogo. Mas neste campeonato de projeto social o objetivo não era ser o melhor skatista, e sim superar suas barreiras pessoais e os limites impostos tanto por si quanto pela sociedade. Queríamos que os skatistas colocassem a inteligência emocional à prova, expondo sua criatividade na forma que achassem melhor dentro do circuito montado para que, depois de passado o estresse da competição, pudessem valorizar a sensação de dever cumprido.

Quando anunciamos que o tão aguardado prêmio não seria entregue àquele que “ganhou” o evento, percebemos uma certa apreensão, até que foi anunciado que um dos meninos, presente em todos os eventos do projeto e com um skate mais velho que a idade dos instrutores somada foi o escolhido para ganhar o shape, ao invés de eventuais considerações de injustiça, presenciamos a vibração dos colegas reconhecendo que seria feito muito bom proveito da premiação e que ela era merecida.

É comum ver esse tipo de competição saudável no mundo do skate. Não só em campeonatos de projetos sociais como esse. Nos eventos com os maiores skatistas do mundo, de trinta anos atrás até o mais recente, sempre é possível ver os competidores aplaudirem uns aos outros e se cumprimentarem quando alguém acerta uma manobra boa. Essa competitividade aliada à camaradagem distingue um pouco este esporte dos demais. Mesmo a modalidade atingindo um nível cada vez mais profissional, é quase inimaginável uma competição de skate sem a presença destes elementos.

Não sabemos se os meninos e meninas que frequentam o projeto Skate na Comunidade continuarão praticando quando tiverem vinte ou trinta anos, muito menos se vão se tornar profissionais do esporte ou não, mas podemos ter certeza que a sensação de estar em um local de destaque com todos os olhos voltados para si, sentindo a pressão e mesmo assim não se amedontrar de fazer o que sabe, vai acompanha-los para o resto da vida. Eles também não vão esquecer a sensação boa, depois de superado o nervosismo, de saberem que fizeram o seu melhor, tendo se concentrado em um objetivo, tomado coragem e tentado, respeitando e incentivando uns aos outros.

Últimas Gustavo Guedes

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