Domingo, 08 de DEZEMBRO de 2019

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coluna do gustavo

É difícil ganhar dinheiro

Publicada em 27/11/2019 às 14h50| Atualizada em 03/12/2019 às 12h18

Vivemos em um mundo onde impera o capitalismo, que tem como norte a
liberdade, ou seja, a princípio podemos fazer o que quisermos, desde que dentro da lei.
Mas há um porém. Ah, porém. Dentre as coisas que podemos fazer, precisamos achar
algo para ganhar dinheiro. Para muitos, ganhar dinheiro é uma das coisas mais difíceis
que podem ser feitas, porque muito comumente só ganham quando fazem para outra
pessoa o que ela não quer ou não consegue. Nossa sociedade atual se desenvolve
assim: pessoas realizam tarefas que outras pagam para serem feitas, criando um
sistema que se retroalimenta do que ele mesmo financia.
Este sistema depende de uma fórmula e, para a engrenagem funcionar
permitindo a sua evolução, nela deve constar a competitividade, fator responsável por
ganhar dinheiro ser algo tão difícil, porque privilegia aquele que faz melhor e por
menos. Se é preciso fazer algo que alguém não quer ou não consegue - portanto nada
fácil ou divertido - e cobrando menos que os concorrentes, dificuldade se torna um
resultado óbvio desta equação. Claro que também é possível ganhar dinheiro fazendo
algo que gostamos, mas se nós gostamos de algo, alguém mais também gosta. E aí a
competição fica ainda mais acirrada.
O capitalismo exige esta troca, nos dando liberdade para fazer o que
quisermos da nossa vida, desde que sirva à sociedade, porque somente
conseguiremos pagar nossas contas se aquilo que criamos e disponibilizamos para os
demais for consumido. Esta constatação demanda cuidado, porque nosso gosto por
fazer algo pode se quebrar se houver desequilíbrio entre nossa produção saudável e a
exigência do mercado, tornando desproporcional nossa necessidade de fazer mais
para ganhar mais. Esta balança costuma pender para a desproporcionalidade por um
motivo muito simples: dinheiro é como oxigênio.
Explico.
Se precisamos percorrer uma longa distância caminhando, nosso corpo
necessitará de oxigênio para completar o trajeto. Para nossa sorte, este valioso
combustível está disponível em abundância e em nenhum momento nos faltará. Mas a
abundância financeira não é a regra no capitalismo. Neste sistema, nós não estamos
caminhando e respirando sem preocupação, estamos nadando. Imagine caso
tivéssemos que nadar aquela mesma longa distância, ora fazendo força para
permanecer acima do nível d'água e ora submersos, prendendo a respiração até
alcançarmos a superfície de novo. Nossa vida financeira segue esta mesma lógica,
existem casos raros de quem tem à sua disposição recursos suficientes que permitem

um caminhar tranquilo, mas a maioria das pessoas recebe, prende a respiração e nada
até o próximo pagamento.
Sem dinheiro para pagar a comida, o aluguel, o financiamento, é como
se estivéssemos sufocando, portanto, imperioso que encontremos alguma fonte de
renda capaz de suprir nossas necessidades, porque se não o fizermos, sentiremos que
estamos afundando. O problema surge quando, desta urgência em cobrir os gastos,
acabamos por nos vender para o dinheiro, precisando fingir ser alguém que não
somos. Como seres humanos, temos uma grande capacidade de adaptação, resultado
do nosso instinto de sobrevivência. Se nos deixarmos levar pela sensação de falta de
ar, essa maleabilidade nos fará suportar situações nas quais o mercado impõe uma
conduta as vezes incondizente com nossa personalidade. Precisamos aprender a nos
sustentar sendo autênticos, senão vamos achar que não temos opção de nos distanciar
daquilo que pode fazer de nós eternos insatisfeitos.
Para evitar que nos vejamos presos em lugares onde não deveríamos estar,
precisamos dedicar muita atenção à nossa carreira. O cuidado com a vida profissional
é uma relação amorosa com nós mesmos. Se pensarmos em longo prazo, sabemos
que é impossível escapar de momentos difíceis, mas nosso planejamento deve ser
voltado para o lado bom, como as viagens que faremos, o crescimento como pessoa e
o amadurecimento, os sonhos realizados e as conquistas materiais. O capitalismo nos
dá essa liberdade de escolha e nossa natureza maleável e incrível capacidade de
adaptação nos permite alcançar resultados que no futuro serão muito impressionantes,
mas que começaram de forma bem mais simples.
Devemos buscar recompensas e ter objetivos enquanto trabalhamos, encarando
os desafios que nos interessam e identificando nosso lugar, sem nunca esquecer que o
trabalho nos transforma e que, independente do quanto a vida profissional avança,
sempre poderemos exercer a liberdade de nos tornar e fazer o que quisermos.

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