Sabado, 15 de DEZEMBRO de 2018

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pampas safari

Foto aérea que consta em inventário feito em 2017 pela prefeitura de Gravataí a pedido do MP

MP: não há autorização para abater cervos do Pampas

por Rafael Martinelli | Publicada em 31/07/2018 às 09h59| Atualizada em 01/08/2018 às 09h38

A retirada de cervos do Pampas Safari para um suposto abate sanitário por contaminação por tuberculose segue proibida. A deputada estadual Regina Becker recebeu segunda-feira(30) à noite a confirmação de Carolina Barth, promotora do meio ambiente do ministério público de Gravataí, de que o secretário estadual de agricultura, pecuária e irrigação, Odacir Klein, não emitiu guia de trânsito animal (GTA), como davam conta informações que circularam em sites e redes sociais nesta segunda-feira.

— Os cervos não podem ser retirados do Pampas. Se houver descumprimento da recomendação do ministério público de que não seja emitida a guia de trânsito as medidas judiciais cabíveis serão tomadas imediatamente — alerta a parlamentar, que por ser assistente é informada de cada passo do processo.

— Vamos lutar até o último recurso para garantir a vida desses animais — garantiu.

Conforme GaúchaZH publicou na noite desta segunda, os laudos que apontam a presença de Mycobacterium tuberculosis (o agente causador da maioria dos casos de tuberculose em pessoas) em um camelo e uma capivara do Pampas Safari não garantem que a causa da morte dos animais foi a tuberculose humana, e nem que era essa a variante da doença que eles contraíram.

A reportagem de Guilherme Justino informa que, “depois de conferir os documentos, divulgados por GaúchaZH no domingo (29), o departamento de defesa agropecuária da secretaria estadual da agricultura, pecuária e irrigação (Seapi) apontou que o exame, apesar de indicar a contaminação por tuberculose humana, não é definitivo para identificar a doença”.

— O teste aponta a presença de Mycobacterium, não necessariamente da Mycobacterium tuberculosis. É complicadíssimo trabalhar com essa micobactéria. O teste não garante que os animais estavam infectados pela bactéria que causa a tuberculose humana — explica na reportagem Rodrigo Nestor Etges, médico veterinário da Seapi.

A matéria informa ainda que, “conforme Etges, o laudo apontou que houve reação aos anticorpos do agente causador dos casos de tuberculose em pessoas porque as amostras dos animais mortos foram expostas a esse anticorpo: se tivessem sido expostas aos anticorpos de outra variante da tuberculose, também reagiriam a ela, já que as espécies são muito parecidas”.

— Há chance muito grande de que aqueles animais tenham morrido por tuberculose bovina, pois é a bactéria que já foi identificada em outros casos, através de isolamento, que é o diagnóstico padrão ouro para tuberculose. São muito semelhantes essas bactérias, poucos elementos as diferenciam. No caso desses testes, o anticorpo vai se ligar à Mycobacterium bovis como se ligaria a outras do grupo de bactérias onde estão agrupadas as espécies que afetam os humanos e mamíferos — afirmou o veterinário à reportagem, que recorda que “laudos de 2012 e de 2014 da UFRGS, também feitos em necropsia, já haviam identificado ou sugerido a presença de tuberculose bovina em cervos e lhamas do Pampas Safari”, mas “essa foi a primeira vez que testes apontaram presença de tuberculose humana, ainda não descartada, no Pampas”.

A reportagem conclui reforçando que, "segundo Etges, isso provavelmente se deu porque o teste realizado foi diferente, feito com um anticorpo capaz de se ligar a outras bactérias do gênero, o que sugeriu a possibilidade de o camelo e a capivara analisados terem sido afetados pelo mesmo causador da tuberculose humana".

Ativistas da causa animal que acompanham a polêmica desde a revelação da matança de cervos em agosto do ano passado já se mobilizam para novos protestos.


Assista ao vídeo de um dos protestos de ativistas em defesa dos cervos

 

 

Tainá Rios

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