Quinta-feira, 21 de NOVEMBRO de 2019

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apadrinhamento afetivo

Entidades de acolhimentos recebem o Projeto Apadrinhar em Viamão

por Texto: Tainá Rios - Imagens: Vinicius Ferrari | Publicada em 12/07/2019 às 16h59| Atualizada em 26/07/2019 às 11h37

O Projeto Apadrinhamento Afetivo foi acolhido pela comunidade viamonense no dia 11 de julho, última quinta-feira, no salão do Júri do Foro de Viamão. Estavam presentes a Coordenada e Juíza da Infância e Juventude Carine Labres, e a Promotora de Justiça Tatiana Alster, e os representantes da ONG Elo e das Instituições de acolhimento João Paulo II, de Viamão e ASA - Ação Social Aliança, de Porto Alegre.

O principal objetivo do programa é inserir crianças e adolescentes, que tem poucas perspectivas de adoção ou de reinserção familiar, em um ambiente acolhedor e assim, fortalecer referências maternas ou paternas. Os padrinhos e as madrinhas terão a responsabilidade sobre o desenvolvimento saudável da personalidade dos apadrinhados. 

Segundo a Juíza responsável, o novo processo será menos burocrático e mais ágil e seletivo que visa criar pontes e aproximar crianças e jovens a pessoas que sejam referencias de vida. Entenda melhor o programa na fala da juíza Carine Labres e da promotora de justiça, Tatiana Alster no vídeo abaixo:

 

 

Apenas um cadastro para apadrinhar

Muito mais que virar padrinho ou madrinha, os interessados em participar do projeto deverão se cadastrar e realizar oficinas ao longo dos semestres. Segundo a coordenadora e juíza, Carine, o programa gera um parecer judicial, o que torna o processo mais rápido e confiável.

- As oficinas serão realizadas pelas instituições de acolhimento, sempre com apoio do judiciário gaúcho do ministério público. As oficinas e as palestras oferecidas por essas instituições formam-se um laudo social que será encaminhado à promotoria, que derá um parecer e, na sequência, um parecer judiciário que informará se os interessados estão aptos ou inaptos para o apadrinhamento – explica a juíza.

As oficinas de capacitação ocorrerão quatro vezes ao ano e proporcionarão encontros com responsáveis do Tribunal de Justiça do Estado, do Ministério Público e das entidades acolhedoras. Os trabalhos desenvolvidos estão relacionados ao fortalecimento dos laços afetivos entre os jovens e como os padrinhos devem orientar jovens nas salas de aula e após a maioridade, quando são orientados a deixar as casas de abrigos ou lares de acolhimento.

O projeto apadrinhar é inovador, já que dá uma segunda chance às crianças e jovens com poucas oportunidades de ganharem um novo lar. E a justiça gaúcha foi um pouco mais além: está promovendo o empoderamento dos menores. A escolha dos padrinhos será realizada pelos próprios afilhados. Os interessados gravarão vídeos, por meio das oficinas de capacitação do projeto, que serão enviadas para os abrigos. Lá, os jovens irão assistir e escolher qual referência adulto mais lhe agrada.

Dinda, uma segunda mãe

Leila e Matheus se conheceram na sala de aula. Ela foi comemorar o dia das mães ao lado da filha e da neta, chegando lá foi convidada a ser a emprestada do menino Matheus. Sem pensar muito, ela aceitou e eles passaram a tarde toda brincando. Ao final da atividade em comemoração ao dia das mães, o colega da neta questionou a entrega de alguns bilhetes. Ele queria entregar os cartões festivos à mãe emprestada.

Ela ficou tão comovida que recebeu os desejos de amor como se fosse dos próprios filhos. Ao saberem da comoção da mãe, os filhos resolveram convidar o Matheus para almoçar com a família no domingo e assim, retribuir o presente e o carinho. O resultado? O apadrinhamento afetivo.

Casados há 46 anos, com filhos e netos, a Leila e o Carlinhos, decidiram acompanhar o crescimento do Matheus mais de perto. Com o passar do tempo, perceberam uma mudança de comportamento, nas notas escolares e o carinho dividido entre os familiares. Segundo o casal, os passeios e as visitas em casa são muito satisfatórias para eles e para o afilhado.

- A gente sente um certo alívio de saber que ele mudou – conta Leila.

Quem pode participar?

Os padrinhos e as madrinhas precisam ter mais de 18 anos, com disponibilidade de tempo que possibilite o contato regular com o afilhado ou afilhada. E ser responsável e comprometido com as atividades propostas nas oficinas e reuniões realizadas com as equipes do projeto.

Para se cadastrar, os interessados devem apresentar documento de identidade, comprovante de residência, certidão negativa de antecedentes criminais, atestado de sanidade mental e física, fotos individuais ou do casal e a ficha de cadastro preenchida e assinada. A ficha para inscrição pode ser encontrada em todas as entidades de acolhimento de Viamão ou no Conselho Tutelar.

Para saber mais sobre o Projeto Apadrinhar ou então, ser um dos padrinhos ou madrinhas afetivas, basta entrar em contato com os responsáveis pelo e-mail fcviamaossj@tjrs.com.br ou pelo telefone 3485-1109, nos ramais 1606 ou 1607.

Tainá Rios

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